Banco Central Afasta Impacto do Pagamento de 701,4 M$ ao FMI
advertisemen tO governador do Banco de Moçambique (BdM), Rogério Zandamela, garantiu que a decisão do Governo de efetuar uma “amortização integral e antecipada” de 701,4 milhões de dólares junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), liquidando financiamentos contraídos no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT), não afetou as contas da instituição. “O banco central não ficou mais fraco, fraco e vulnerável por causa dessa decisão. Eu diria até o contrário. Hoje estamos seguros; em função de certos riscos que estavam sendo vistos, estamos bem melhor do que estaríamos se não tivéssemos tomado essa decisão”, disse o oficial ao final da reunião do Comitê de Política Monetária (CPMO). Intervindo nesta segunda-feira (25), Zandamela adiantou que o BdM mantém um nível de reservas muito confortável. “Está praticamente cinco meses de importação hoje, o que é bastante alto, então isso não o enfraqueceu. Quando o pagamento foi feito, estávamos em uma determinada posição, e continuamos extremamente confortáveis.” A ministra da Fazenda, Carla Loveira, revelou que o governo recorreu às Reservas Internacionais Líquidas (RIL) para pagar a dívida com o Fundo Monetário Internacional, garantindo que a decisão não compromete as instituições do Estado. “Pagamos o serviço da dívida com o FMI recorrendo às reservas internacionais líquidas do País. São posições financeiras que Moçambique detém, por isso não houve necessidade de alteração orçamental para esta finalidade”, afirmou a governante. Enquanto isso, em maio, foi anunciado que as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) de Moçambique caíram 18% em março, ficando em US$ 3,4 bilhões, o menor nível dos últimos 12 meses, após o governo ter usado parte desses recursos para liquidar antecipadamente a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o BdM, as reservas, constituídas essencialmente por divisas em moeda estrangeira destinadas a assegurar a importação de bens e serviços, registravam crescimento contínuo desde setembro do ano passado, até a queda observada em março. A Confederação das Associações Econômicas (CTA) afirmou que a liquidação da dívida do País com o Fundo Monetário Internacional é um “sinal relevante” de responsabilidade macroeconômica e de fortalecimento da credibilidade internacional, solicitando igualmente atenção às “grandes dívidas internas”. “O setor privado reconhece e valoriza o cumprimento das obrigações financeiras junto ao Fundo Monetário Internacional, por constituir um sinal relevante de responsabilidade macroeconômica e de fortalecimento da credibilidade internacional do País”, adiantou a entidade em comunicado.advertisement



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