Tarifas de gás natural sobem 6,4% a partir de outubro no

Em março, a proposta do órgão regulador apontava um aumento médio de 6,3% nas tarifas de gás natural para o mesmo período. O impacto na conta de gás natural, incluindo taxas e impostos, será de 0,91 euros por mês para um casal sem filhos e 1,62 euros por mês para um casal com dois filhos, segundo contas da ERSE. A ERSE justifica a ligeira revisão para cima em relação à proposta com o aumento das previsões para os custos de aquisição de gás natural no ano gás 2026-2027, em um contexto de incerteza nos mercados internacionais devido ao conflito no Oriente Médio. Segundo o regulador, a variação das tarifas resulta essencialmente da combinação de dois fatores: o aumento dos custos de aquisição do gás natural e a elevação das tarifas de acesso às redes, devido ao efeito da demanda de gás e ao incremento do nível de investimento. Aliás, a ERSE destaca que “qualquer previsão elaborada, neste momento, está assim sujeita a um nível de incerteza elevado”. Nesse contexto, “acompanhará de perto a evolução das condições de mercado e dos desdobramentos geopolíticos avaliando, à luz dos mecanismos regulatórios existentes, a necessidade de revisão das previsões atuais para os custos de aquisição do gás, após a publicação destas tarifas”. Levando em conta a decisão final, a partir de outubro, a conta média mensal será de R$ 17,38 para um casal sem filhos, na primeira faixa de consumo, e de R$ 32,53 para um casal com dois filhos, na segunda faixa. “Com essa decisão de tarifas, os preços de venda a clientes finais do mercado regulado observarão, no conjunto dos últimos cinco anos, uma variação média anual de +5,3% no preço final”, diz o regulador. Estão abrangidos por essas variações os cerca de 437 mil consumidores que permaneciam, no final de junho de 2025, no mercado regulado. No mercado livre, os preços de venda para clientes finais variam entre as distribuidoras e dependem da oferta comercial contratada pelo cliente. Ainda assim, o preço final da fatura de gás natural, tanto no mercado regulado quanto no mercado livre, inclui o valor relativo às tarifas de acesso às redes, reguladas pela ERSE, que refletem o uso coletivo das infraestruturas de redes. Segundo a ERSE, para os consumidores domésticos, a variação das tarifas de Acesso às Redes implicará aumentos médios de 0,098 centavos de euro por quilowatt-hora. “Para os consumidores não-domésticos, ligados em alta pressão (Indústria), média pressão e baixa pressão com consumos superiores a 10 000 m3 /ano, a variação das tarifas de Acesso às Redes resultará em aumentos até 0,026 cêntimos de euro por quilowatt-hora (cEuro/kWh), em termos médios”, detalha. No mercado liberalizado, onde no final de junho de 2025 havia cerca de 1,13 milhão de consumidores, a variação do preço final depende não apenas das tarifas de acesso às redes, mas também do componente de energia adquirido por cada comercializador nos mercados internacionais, acrescido da respectiva margem de comercialização. Os clientes com tarifa social, seja no mercado regulado ou no mercado livre, continuam a se beneficiar de um desconto de 31,2%, calculado por referência aos preços de venda a clientes finais do mercado regulado. (Notícia atualizada às 20h43) Leia Também: Alemanha é o 1º país europeu a comprar gás natural liquefeito do Canadá



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