Várias empresas com “produção parada”. CGTP faz 1º balanço

Dia da Saúde da Mulher. CGTP denuncia "política desastrosa"

Há mais de duas dezenas de empresas com “produção parada” e vários serviços públicos, nomeadamente câmaras municipais, fechados devido à greve geral, de acordo com o primeiro balanço divulgado esta quarta-feira pela CGTP. Você pode conferir aqui o documento divulgado pela central sindical, com os dados de adesão à greve até as 8h. Em dezembro de 2025, a CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, tendo sido a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, quando Portugal estava sob intervenção da ‘troika’. Enquanto isso, a CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para quarta-feira contra as mudanças na lei trabalhista, após as negociações com o governo terminarem sem acordo. A proposta de lei do Governo de revisão da legislação laboral contempla “mais de 50 alterações” ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT, já indicou a ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho. Acompanhe aqui, ao minuto, todos os desdobramentos em torno da greve geral desta quarta-feira, 3 de junho, convocada pela CGTP-IN. Notícias ao Minuto | 06:22 – 03/06/2026 Ministra do Trabalho prevê “alguns inconvenientes” por greve geral A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, afirmou que a greve geral trará “alguns inconvenientes” e espera que a medida dos serviços mínimos da lei trabalhista “vá efetivamente para a frente”. “Uma greve geral é sempre algo grave no sentido em que se traduz em múltiplos inconvenientes para as pessoas e para as famílias, apesar de, naturalmente, corresponder ao exercício de um direito fundamental e, portanto, merecer todo o respeito”, disse a ministra, à margem da conferência “A Transformação Digital da Segurança Social ao serviço das pessoas”, em Lisboa. Quanto aos serviços mínimos, a governante fez referência à medida do anteprojeto de reforma da legislação trabalhista, Trabalho XXI, afirmando que espera que “essa medida vá efetivamente para frente”. “Nós temos que pensar que a greve na greve e, por força do exercício da greve, também tem que se acautelar outros interesses fundamentais e, portanto, as pessoas têm que poder, apesar da greve, dos seus concidadãos, ir para o trabalho, se assim entenderem, irem a uma consulta médica, levarem o filho à escola e é por isso é que nós, na reforma Trabalho XXI, insistimos em que os serviços mínimos nos setores sociais vitais têm sempre que ser assegurados”, afirmou a ministra. O anteprojeto de reforma da legislação trabalhista, intitulado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 como uma revisão “profunda” da legislação trabalhista. No anteprojeto, o Governo quer integrar os serviços de cuidado a idosos, doentes, pessoas com deficiência e crianças institucionalizadas aos serviços mínimos em caso de greve. O Código do Trabalho prevê atualmente que em caso de greve os serviços mínimos sejam assegurados “em empresa ou estabelecimento que se destine à satisfação de necessidades sociais impreteríveis”, que incluem correios e telecomunicações, serviços médicos, hospitalares e medicamentosos, salubridade pública, incluindo a realização de funerais, serviços de energia e minas, incluindo o abastecimento de combustíveis. Contemplados estão também abastecimento de águas, bombeiros, serviços de atendimento ao público que assegurem a satisfação de necessidades essenciais cuja prestação incumba ao Estado, transportes, incluindo portos, aeroportos, estações de caminho-de-ferro e de camionagem, relativos a passageiros, animais e géneros alimentares deterioráveis ​​e a bens essenciais à economia nacional, abrangendo as respectivas cargas e descargas e transporte e segurança de valores monetários. Leia Também: “Aqui está uma grande greve geral para dizer não a esse pacote trabalhista”

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