Lucro da Ryanair sobe 42% no semestre fiscal e ultrapassa

Em comunicado, a empresa atribuiu a subida dos lucros, entre outros fatores, ao aumento do número de passageiros em 3% para 119 milhões, a uma Páscoa mais forte e à recuperação de tarifas no segundo trimestre. Nos seis meses até setembro, a tarifa média foi de 58 euros, mais 13% do que no mesmo período do ano passado (52 euros). As receitas cresceram 13% para 9.817,5 milhões de euros, enquanto os custos operacionais avançaram 4% para 6.957 milhões de euros. Citado no comunicado, o presidente executivo da companhia, Michael O’Leary, criticou Bruxelas por “não ter feito nada nos últimos 14 meses para melhorar a competitividade europeia”, recuperando as recomendações do Relatório Draghi. A Ryanair acrescenta que as companhias europeias têm pedido um plano equilibrado a nível de taxas ambientais ou alterações ao nível da legislação aplicável aos controladores de tráfego aéreo O’Leary acrescentou que no inverno a Ryanair vai alocar parte da capacidade “para regiões e aeroportos que tenham reduzido as suas taxas aeroportuárias e que incentivem o crescimento do tráfego, como Suécia, Eslováquia, Itália, Albânia e Marrocos”, que substituem voos e rotas de “mercados de custo elevado e pouco competitivos, como Alemanha, Áustria e os regionais de Espanha”. Segundo o presidente da companhia aérea, esta é uma tendência que irá continuar. No exercício fiscal em curso, que termina em 31 de março, a Ryanair espera agora transportar 207 milhões de passageiros, uma revisão em alta face ao valor anterior (206 milhões), para um crescimento de 3%. Esta revisão assenta nas entregas da Boeing mais cedo do que o esperado e numa forte procura no primeiro semestre. A companhia irlandesa antecipa ainda um crescimento de até 300 milhões de passageiros pelo ano fiscal de 2034 devido a vários fatores, incluindo o aumento da consolidação no setor e saída de companhias aéreas com prejuízo de rotas em que não conseguem competir com os seus preços. Leia Também: Ryanair pede ao Governo que evite filas “assustadoras” no aeroporto



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