CP garante que não existem comboios que “coloquem em causa a

CP garante que não existem comboios que "coloquem em causa a

A CP – Comboios de Portugal garantiu, esta segunda-feira, que não existe “qualquer circulação de comboios que coloque em causa a segurança dos seus trabalhadores e dos seus clientes”. O esclarecimento surgiu após o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) ter convocado uma greve nos comboios de longo curso da CP, entre 3 e 13 de novembro, por incumprimento de acordo laboral e falta de condições de segurança. Neste sentido, a CP afirmou, em comunicado enviado às redações, que é “necessário esclarecer as questões levantadas e reforçar o compromisso com os seus trabalhadores e passageiros” e denunciou que a greve foi “anunciada com base em argumentos que não refletem a realidade dos factos”. “O Conselho de Administração da CP nega, de forma categórica, que exista qualquer circulação de comboios que coloque em causa a segurança dos seus trabalhadores e dos seus clientes”, lê-se. Na nota, a CP diz que “todas as intervenções de manutenção do material circulante são escrupulosamente executadas pela empresa e todos os planos de inspeção são cumpridos de acordo com o Manual de Manutenção”. Além disso, a empresa “conta com equipas de manutenção competentes, empenhadas e comprometidas com a segurança dos clientes e de todos os trabalhadores”. Este ano “foram contratados 28 operadores de revisão e venda” e está “previso o reforço de mais 21 elementos já no decorrer do mês de novembro”. Sobre a escala dos operadores de revisão e venda, a CP diz que “o acordo existente se encontra integralmente cumprido, tendo os ajustes reivindicados sido implementados em maio de 2025”. Citado na nota, o Conselho de Administração da CP, frisou que a empresa continua empenhada em melhorar as condições de trabalho e o serviço prestado aos seus clientes e mantém-se disponível para dialogar com todas as organizações sindicais para garantir soluções que beneficiem os seus trabalhadores e os seus clientes. Em causa está um pré-aviso de greve parcial nos comboios de longo curso da CP, entre 3 e 13 de novembro. Sindicato denuncia o incumprimento de acordo laboral e falta de condições de segurança. Notícias ao Minuto com Lusa | 08:30 – 03/11/2025 Sublinhe-se que o SFRCI denunciou “questões graves de segurança” para as quais tem alertado a empresa, “sem qualquer resposta”, como casos em que a dimensão dos comboios excede a das plataforma de embarque e desembarque nas estações e a sobrelotação de comboios, situações que “colocam em risco a segurança dos utentes e dos trabalhadores”. O SFRCI lembrou ainda o acordo celebrado em 25 de julho de 2023 com a CP – Comboios de Portugal, que previa, entre outras matérias, a humanização das escalas de serviço dos revisores e que, segundo o sindicato, continua por cumprir na totalidade. “Passados ​​dois anos e três meses (27 meses), o Conselho de Administração da CP continua a não cumprir integralmente o que foi acordado, mantendo em algumas escalas de serviço práticas que contrariam o compromisso assumido”, apontou o sindicato. A direção do SFRCI disse ter feito “tudo”, durante aquele período de tempo, para que o acordo fosse integralmente cumprido, mas “o Conselho de Administração da CP tem reiteradamente recusado concluir o processo, em desrespeito pelos trabalhadores e pelos compromissos firmados”. Leia Também: Há greve de revisores da CP esta semana: Veja os serviços afetados

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