Certificados de Aforro rendem mais este mês: Taxa de juro

A taxa de juro dos Certificados de Aforro voltou a aumentar em novembro e está agora nos 2,044%, de acordo com a informação disponibilizada no site da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). “A taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, Série F, em novembro de 2025 foi fixada em 2,044%”, pode ler-se no site do IGCP. Em outubro, recorde-se, a taxa de juro destes produtos de investimento estava nos 2,009%. O que são os Certificados de Aforro? Os Certificados de Aforro são “instrumentos de dívida criados com o objetivo de captar a poupança das famílias”, segundo o IGCP. “Têm como característica principal o serem distribuídos a retalho, isto é, serem colocados diretamente juntos dos aforradores e terem montantes mínimos de subscrição reduzidos. Os certificados de aforro só podem ser emitidos a favor de particulares e não são transmissíveis exceto em caso de falecimento do titular”, pode ler-se no site do IGCP. Atenção às novas regras De recordar que o IGCP decidiu reforçar os procedimentos de segurança das contas de aforro, com uma nova validação obrigatória do Número de Identificação Fiscal (NIF) e do IBAN associado. Estas regras entraram em vigor há duas semanas. A partir desta segunda-feira será implementado um novo processo de validação obrigatória do Número de Identificação Fiscal (NIF) / número de conta bancária (IBAN) associado às contas de aforro. Notícias ao Minuto | 08:13 – 20/10/2025 “A partir de dia 20 de outubro de 2025, será implementado um novo processo de validação obrigatória do Número de Identificação Fiscal (NIF) / número de conta bancária (IBAN) associado às contas de aforro”, lê-se na nota do IGCP. O objetivo é “assegurar que o NIF e IBAN pertencem efetivamente ao titular da conta, prevenindo-se situações de fraude e reforçando a integridade das operações”. Se não for possível confirmar a correspondência entre o NIF e o IBAN registados, “a conta de aforro será temporariamente imobilizada, devendo os aforristas, nessa eventualidade, dirigir-se a um ponto de atendimento autorizado (lojas CTT ou Rede de Espaços do Cidadão divulgada no site do IGCP), e apresentar um comprovativo atualizado do IBAN”, explica a agência que gere a dívida pública. O Tribunal de Contas (TdC) identificou riscos de prescrição de Certificados de Aforro e Tesouro no valor de 1.174 milhões de euros, em parte porque o IGCP não consegue pagar às famílias, por contas imobilizadas ou titulares falecidos. Segundo o relatório sobre a Conta Geral do Estado (CGE) de 2024, verificou-se um “aumento dos saldos à guarda do IGCP (abrangendo um longo intervalo temporal – 2005 a 2024), à manutenção no stock da dívida de títulos eventualmente prescritos (por falta de informação) e outros em risco de prescrição”. Os riscos identificados contemplam 603 milhões de euros no stock da dívida, que são “relativos a instrumentos pertencentes a 16.782 titulares (falecidos ou com outros saldos à guarda do IGCP, imobilizados ou à ordem)”, bem como 494 milhões no stock da dívida, referentes a 56.759 contas sem informação cruzável com o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN). Leia Também: Investimento: Quais as opções de poupança preferidas dos portugueses?



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