Venezuela revoga autorização de tráfego aéreo à TAP (e

Venezuela revoga autorização de tráfego aéreo à TAP (e

O governo da Venezuela cumpriu a ameaça e, na noite de quarta-feira, 26 de novembro, revogou as autorizações de tráfego aéreo a cinco companhias aéreas: TAP, Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol.

De acordo com o El País, que avança com a notícia, o argumento do regime de Nicolás Maduro para proibir estas companhias aéreas de viajar para o país “é estritamente político”.
O Ministério dos Transportes e o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) acusam as companhias aéreas de “unirem-se aos atos de terrorismo de Estado promovidos pelo governo dos Estados Unidos suspendendo unilateralmente as operações aéreas comerciais de e para a República Bolivariana da Venezuela”.
A ordem de revogação foi publicada no Diário Oficial da República Bolivariana da Venezuela, depois de as empresas em questão terem decidido suspender os voos para aquele país devido à crescente tensão entre Caracas e Washington.

No domingo, recorde-se, a Turkish Airlines cancelou os seus voos previstos para a Venezuela entre segunda e sexta-feira, juntando-se assim a outras seis companhias aéreas: TAP (Portugal), Gol (Brasil), Avianca (Colômbia), Latam (Chile) e Caribbean Airlines (Trinidad e Tobago-Jamaica).
 Beatriz Vasconcelos com Lusa | 08:49 – 24/11/2025

Até ao momento, são sete as companhias aéreas que já anunciaram o cancelamento de voos para a Venezuela, incluindo a portuguesa TAP. Duas delas – Air Europa e Plus Ultra – não viram, pelo menos para já, as suas licenças para voar para o país revogadas.
No domingo, recorde-se, a Turkish Airlines cancelou os seus voos previstos para a Venezuela entre segunda e sexta-feira, juntando-se assim a outras seis companhias aéreas: TAP (Portugal), Gol (Brasil), Avianca (Colômbia), Latam (Chile) e Caribbean Airlines (Trinidad e Tobago-Jamaica).
As companhias seguiram uma recomendação da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), que emitiu um alerta na última sexta-feira devido a um “potencial risco” associado ao sobrevoo do espaço aéreo venezuelano, na sequência da escalada militar entre o governo de Donald Trump e o governo de Nicolás Maduro.
No Instagram, o consulado de Portugal em Caracas já reagiu à suspensão dos voos, aconselhando a todos os cidadãos que tenham viagens marcadas de e para a Venezuela que “entrem em contacto com a respetiva companhia aérea e/ou agência de viagem para obter informações sobre os respetivos voos (e eventuais alternativas)”.

Recorde-se que existem aproximadamente meio milhão de portugueses e luso-descendentes a viver na Venezuela. Numa época em que muitos regressam ao país de origem para passar a época natalícia com a família, a suspensão dos voos e a revogação das licenças de várias companhias aéreas, entre as quais a TAP, está a provocar “preocupação”.

A suspensão dos voos da TAP e outras companhias aéreas para a Venezuela causou surpresa em vários passageiros, alguns dos quais expressaram à Lusa temer eventuais constrangimentos durante a quadra do Natal.
Lusa | 19:04 – 23/11/2025

Desde o verão que Washington mantém uma importante presença militar nas Caraíbas, através de vários navios de guerra, designados oficialmente para combater o tráfico de droga com destino aos EUA.
Nas últimas semanas, o governo de Donald Trump realizou cerca de 20 ataques aéreos nas Caraíbas e no Pacífico contra embarcações que acusa de transportar droga, causando um total de 76 vítimas mortais.
Por sua vez, a Venezuela acusa os EUA de apenas estar a usar esse pretexto para “para impor uma mudança de regime” em Caracas e apoderar-se do seu petróleo.
Leia Também: Venezuela rejeita acusações dos EUA e garante combater narcotráfico

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