Canadá Inclui Estado Islâmico de Moçambique na Lista Federal
advertisemen tO Governo do Canadá adicionou o Estado Islâmico de Moçambique — grupo que exerce actividade armada na região norte do País — à lista federal de entidades terroristas, passando a reconhecê-lo formalmente como filial do Estado Islâmico (EI). Num anúncio feito nesta quarta-feira, 10 de Dezembro, o ministro da Segurança Pública, Gary Anandasangaree, afirmou que a medida reforça a capacidade do País para actuar contra o extremismo violento, sobretudo na prevenção da radicalização de jovens. “O risco representado pelo extremismo violento, ‘online’ e no terreno, é extremamente sério. Estes grupos visam especialmente jovens e pessoas vulneráveis, por isso, têm de ser detidos”, declarou, acrescentando: “Ao listá-los, ganhamos ferramentas mais eficazes para impedir a sua propaganda e actos de violência.” Segundo uma publicação da Lusa, com a inclusão, o Estado Islâmico de Moçambique passa a ter bens e activos congelados automaticamente em território canadiano, sendo ilegal qualquer transacção financeira ou apoio logístico às suas operações. A designação também poderá ser utilizada por autoridades fronteiriças para decisões de admissibilidade no âmbito da lei de imigração. “O Estado Islâmico de Moçambique é um braço oficial do EI, com o objectivo declarado de substituir a autoridade governamental por um regime baseado na ‘sharia’ (lei islâmica), recorrendo à tomada territorial, infiltração de comunidades civis e ataques armados”, salientou. Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado – província rica em recursos naturais, nomeadamente gás – tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos. Em Abril, os ataques alastraram também à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreu na Reserva do Niassa e no Centro Ambiental de Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Estes actos resultaram na morte de, pelo menos, duas pessoas, e levaram à deslocação de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças. Recentemente, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) fez saber que mais de 66 mil pessoas fugiram de dois postos administrativos em Memba, na província de Nampula, norte de Moçambique, devido ao alastramento dos ataques de grupos terroristas. “Confirma-se o deslocamento de 13 131 famílias, cerca de 66,1 mil pessoas, entre os dias 16 e 22 de Novembro, do distrito de Memba para o de Eráti, ambos em Nampula. A população, composta também por mulheres grávidas e crianças, fugiu dos postos administrativos de Mazua e Chipene que estão próximos à vizinha província de Cabo Delgado”, esclareceu a entidade através de um relatório.advertisement



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