Governo Desafia Sector Privado a Assumir “Maior

Governo Desafia Sector Privado a Assumir “Maior

advertisemen tO Governo desafiou o sector privado a assumir um papel central na preparação da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026), defendendo uma maior participação na organização e na definição dos resultados do evento. O apelo foi lançado durante a cerimónia de lançamento da 61.ª edição da FACIM, prevista para 31 de Agosto a 6 de Setembro de 2026, com enfoque no reforço da qualidade, do número de expositores e do impacto económico da feira. Ao intervir no evento, o ministro da Economia, Basílio Muhate, afirmou que a FACIM é “a feira comercial, industrial, de negócios e de turismo, ou seja, a feira económica do nosso país”, sublinhando que se trata igualmente de um evento de dimensão internacional. Segundo Basílio Muhate, a visão do Governo para 2026 passa por “ter mais qualidade e melhores resultados em relação à edição anterior”. O governante explicou que a FACIM tem como objectivos centrais a exposição das potencialidades nacionais, a promoção de encontros bilaterais, o fortalecimento do networking empresarial e a atracção de Investimento Directo Estrangeiro. “Queremos continuar a dinamizar a internacionalização da nossa economia e garantir a integração de Moçambique no mercado regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e na Zona de Comércio Livre Continental Africana”, afirmou.advertisement Sobre a edição anterior, Basílio Muhate referiu que a FACIM 2025 contou com mais de 2700 expositores, dos quais 2334 nacionais e 430 estrangeiros, provenientes de 29 países, além de cerca de 60 mil visitantes. Olhando para o futuro, o ministro foi claro ao defender que, em 2026, “o sector privado deve assumir a liderança”, cabendo ao Governo “um papel essencialmente facilitador”. Por sua vez, o vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Onório Manuel, afirmou que a FACIM “não é um acto meramente administrativo, nem um exercício protocolar”, mas sim “um sinal económico claro e um instrumento de política pública inteligente”. Segundo Onório Manuel, a edição de 2026 deve ser “estratégica, transformadora e orientada para resultados concretos”. No entender da CTA, a FACIM deve evoluir “da feira de exposição para a feira de decisão”, tornando-se uma plataforma capaz de gerar investimentos efectivos. “Não venham apenas expor. Venham negociar. Não venham apenas observar. Venham liderar a transformação económica”, apelou Onório Manuel, dirigindo-se aos empresários moçambicanos. O director da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), Luís Machava, reforçou que a FACIM é “muito mais do que um evento anual”, funcionando como “uma vitrina do potencial produtivo nacional e uma ponte para os mercados globais”. Para garantir a sustentabilidade da feira, defendeu “uma preparação rigorosa, uma organização eficiente e a modernização estratégica das infra-estruturas”. Em representação do município de Marracuene, Maghivelani Simão considerou que a FACIM representa “uma oportunidade concreta para dinamizar a economia local e gerar impacto real na vida dos munícipes”. Defendeu a inclusão efectiva das Micro, Pequenas e Médias Empresas locais e reiterou a abertura do município ao investimento e a parcerias. Segundo afirmou, o município está totalmente empenhado para que a FACIM 2026 seja “um ponto de viragem no desenvolvimento económico nacional e local”. Texto: Florença Nhabindea dvertisement

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