Alargamento da ferrovia Contumil-Ermesinde arranca no

Linha do Norte reaberta para comboios de longo curso entre

“Prevê-se que o início dos trabalhos ocorra durante segundo trimestre deste ano”, pode ler-se numa resposta de fonte oficial da IP a questões da Lusa relativamente a uma contratação, por ajuste direto, à Siemens Mobility, da sinalização ferroviária, por cerca de 25 milhões de euros. Segundo a IP, “o procedimento de contratação da empreitada de sinalização está na fase de avaliação e atribuição de visto prévio do Tribunal de Contas”, e o recurso ao ajuste direto “é justificado uma vez que a Siemens Mobility, SA detém em exclusivo a tecnologia necessária, protegida por direitos de propriedade intelectual e patente, sendo a única empresa com capacidade legal e técnica para fornecer, adaptar ou intervir neste sistema específico”. “Consequentemente, apenas o detentor dessa tecnologia possui as condições de projetar e fornecer o sistema de sinalização aplicável ao trecho da Rede Ferroviária Nacional em questão, não havendo alternativas tecnicamente viáveis ​​no mercado”, considera a IP. De acordo com o gerente da rede ferroviária nacional, “a tecnologia de sinalização ferroviária envolvida apresenta alta complexidade técnica e forte interdependência entre ‘hardware’, ‘software’ específico e equipamentos de campo, exigindo plena compatibilidade funcional e de segurança”. “A integração segura de todos esses componentes depende de tecnologia, cuja arquitetura e interfaces não são acessíveis ou replicáveis ​​por terceiros”, justifica. A IP argumenta que não poderia lançar um concurso público porque isso “não permitiria garantir as condições técnicas essenciais para a intervenção prevista, nem asseguraria a contratação da solução mais eficiente em termos de custos, prazos e segurança”. “Tendo em vista que a contratação por meio de concurso público poderia implicar a substituição integral da tecnologia existente, com maiores custos, maiores prazos, maior complexidade técnica e aumento substancial do risco operacional, não se considera um regime adequado para a intervenção em questão”, aponta a IP. Segundo a empresa, o ajuste direto “vem garantir continuidade tecnológica, compatibilidade, segurança operacional, otimização de prazos e uma redução de custos”, estando “tecnicamente fundamentada” e garante “o interesse público, a eficiência do investimento e a preservação dos níveis de segurança da infraestrutura ferroviária”. A IP também diz que além das contratações de sinalização (já finalizada), aquisição de trilhos, dormentes e aparelhos de via (já foram várias feitas por um total de R$ 7,6 milhões), fiscalização (licitação de R$ 22,5 milhões) e desapropriações (R$ 6,4 milhões alocados), não há mais despesas previstas até o início das obras. A empresa também já lançou o concurso para a empreitada por 150 milhões de euros, aguardando a adjudicação. Em causa está a duplicação de duas para quatro vias da Linha do Minho entre Contumil (Porto) e Ermesinde (Valongo), no distrito do Porto, que vai permitir separar o tráfego das linhas do Douro e Minho a sul de Ermesinde, aumentando a capacidade ferroviária a norte do rio Douro e a fiabilidade dos serviços. Estão previstas demolições de 87 edifícios, dos quais cerca de 15 habitações, de acordo com a listagem das edificações a demolir consultada pela Lusa. O projeto inclui ainda a melhoria do apeadeiro de Águas Santas/Palmilheira, que manterá a separação dos dois apeadeiros (ao contrário do previsto em projeto anterior) e da estação de Rio Tinto, ligando-a através de uma alameda pedonal e parque de estacionamento até a estação de Campainha do Metro do Porto. A totalidade do investimento pode ir até 219,5 milhões de euros. Leia Também: Circulação ferroviária entre Coimbra e Figueira da Foz retomada 3ª-feira

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