ANAC Procura Parceiro Para Reforçar Gestão Sustentável Das

ANAC Procura Parceiro Para Reforçar Gestão Sustentável Das

advertisemen tA Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) está em busca de parceiros para reforçar a gestão das Ilhas Primeiras e Segundas, um grupo de dez ilhas pouco habitadas, com o objetivo de garantir a sustentabilidade ecológica e financeira dessa área de conservação. Em declarações à Lusa, o diretor da Divisão de Conservação da ANAC, Eugénio Manhiça, afirmou que “a entrada de um parceiro com outra visão, outra experiência e outra capacidade é sempre uma mais-valia”. Segundo explicou, a intenção é tornar o modelo de gestão mais sólido, eficiente e voltado para resultados concretos. “Juntos, com a capacidade que a própria área já tem, vamos criar uma abordagem de gestão mais robusta. Daí ser sempre importante contarmos com outras parcerias”, acrescentou Eugénio Manhiça, sublinhando que o reforço institucional e técnico é fundamental para melhorar o funcionamento da área de conservação. A iniciativa surge no momento em que a ANAC recebeu reconhecimento internacional como “exemplo de excelência” na conservação da biodiversidade, reforçando a responsabilidade da instituição em manter altos padrões de proteção ambiental e governança das áreas sob sua supervisão. O arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas é composto por dez ilhas localizadas entre as províncias de Nampula e Zambézia, abrangendo uma área de conservação de 10,4 mil quilômetros quadrados, atualmente sob responsabilidade da ANAC. Segundo a instituição, o futuro co-gestor deve fortalecer a eficiência da gestão por meio de um modelo de governança compartilhada entre Estado, comunidades locais e parceiros técnicos. O objetivo é assegurar a conservação dos ecossistemas e garantir a continuidade das atividades de manejo, com maior capacidade de mobilização de recursos. “A entrada de um parceiro com outra visão, outra experiência e outra capacidade é sempre um valor agregado”Eugénio Manhiça O parceiro selecionado também terá a responsabilidade de garantir a aplicação efetiva da legislação ambiental, promover a equidade e a inclusão social e incentivar o envolvimento ativo das comunidades locais. “O co-gestor é mesmo para apoiar o setor e a área, na criação de capacidade técnica e na mobilização de mais financiamento para garantir uma gestão efetiva”, frisou Eugênio Manhiça. O responsável esclareceu ainda que a parceria abrangerá toda a área de conservação e não apenas ilhas isoladas, garantindo uma intervenção integrada e coerente. Podem se inscrever organizações filantrópicas nacionais e internacionais que apresentem experiência comprovada e histórico positivo em parcerias de gestão colaborativa. Entre os requisitos exigidos estão o compromisso com a transferência de conhecimento, o fortalecimento institucional da ANAC, a mobilização de recursos financeiros adicionais e o registro dos recursos no sistema de controle financeiro do Estado. O processo seletivo inclui visita exploratória, encontros bilaterais e assinatura de protocolo de intenções, e estão previstos acordos com duração de até 25 anos.

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