ANAC Quer Formar Técnicos em Conservação Terrestre e Marinha
advertisemen tA Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) pretende formar, até 2028, técnicos nacionais especializados em conservação terrestre e marinha, com o objectivo de reforçar as capacidades humanas do País na gestão dos seus recursos naturais. A iniciativa resulta de um acordo assinado esta terça-feira (9), em Maputo, entre a ANAC e três organizações parceiras: a brasileira Nautilus, a WIOMSA e a WIO-COMPAS, estas últimas sediadas na África Austral. O programa destina-se a profissionais já em actividade nas áreas de conservação, não exigindo habilitações académicas superiores, bastando o 10.º ano de escolaridade como requisito mínimo. O foco principal será o fortalecimento das competências práticas dos técnicos, tanto nas áreas protegidas terrestres como nas marinhas. “O País tem uma necessidade urgente de capacitação. Isto significa dar habilitações às pessoas para responderem, com conhecimento, aos desafios actuais na gestão ambiental”, afirmou Pejul Calenga, director-geral da ANAC, à margem da cerimónia de assinatura do acordo.advertisement A formação será realizada maioritariamente à distância, com actividades práticas a decorrer nos próprios locais de trabalho dos candidatos seleccionados. A primeira fase do programa deverá abranger entre 50 e 100 profissionais, com expansão progressiva ao longo da implementação. “É prematuro fixar um número total neste momento. À medida que a experiência for sendo consolidada, será possível alargar o alcance do programa”, acrescentou Calenga, sublinhando que a rede nacional de conservação inclui actualmente mais de dois mil fiscais. O curso terá certificação internacional e será ministrado por tutores nacionais e estrangeiros. Incluirá módulos sobre fiscalização, ecologia, comunicação, gestão financeira, marketing e pesca sustentável. O domínio da língua inglesa será um dos critérios de selecção, devido ao carácter técnico e internacional da formação. “O processo será competitivo e queremos dar prioridade aos profissionais jovens que já se encontram em funções activas no sector”, explicou o responsável da ANAC. As candidaturas estão abertas até 15 de Dezembro, para técnicos de todo o território nacional. A Associação de Ciências Marinhas do Oceano Índico Ocidental (WIOMSA) actua na promoção da investigação marinha e conservação costeira. Já o WIO-COMPAS é um programa de certificação internacional para gestores de áreas marinhas, que realizou o seu primeiro exame em português em Abril de 2025, na cidade de Maputo. Por sua vez, a Nautilus, criada em 2006 no Brasil, dedica-se à conservação ambiental e à formação técnica aplicada. Com este programa, a ANAC pretende consolidar uma resposta técnica robusta e sustentável aos desafios crescentes de conservação, protegendo o capital natural do País e promovendo o uso responsável dos recursos terrestres e marinhos.



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