Banco BPI aumentou 269 trabalhadores nos últimos 12 meses

No final do primeiro trimestre, o BPI tinha 4.544 trabalhadores, mais 269 do que os 4.275 de fim de março de 2025. Ainda segundo a apresentação de resultados do primeiro trimestre (lucros de 133 milhões de euros, menos 2% em termos homólogos), quanto a agências bancárias, o BPI tinha 306 balcões no fim de março, mais três do que há um ano. Questionado sobre o aumento do quadro de pessoal, o presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, justificou com o “processo de crescimento” do banco e a necessidade de “investimento em novas tecnologias”. “Precisamos de pessoas para nos ajudar a continuar oferecendo um serviço de proximidade, um serviço de qualidade”, disse o gestor a jornalistas, destacando que a maioria das contratações é de pessoas jovens. Oliveira e Costa disse ainda que o banco está agora fomentando as contratações após a redução significativa de pessoal dos últimos anos, como resultado do período de crise 2008-2012. Questionado se ao mesmo tempo em que contrata trabalhadores, principalmente jovens, o BPI continua promovendo saídas (desde logo por aposentadoria antecipada), João Pedro Oliveira e Costa disse que ainda há saídas por acordo, mas pontuais e que o banco está muito menos disposto a essas saídas do que já esteve. Segundo o banco, apenas no primeiro trimestre deste ano, 60 funcionários com menos de 30 anos foram contratados, com pessoas dessa idade representando quase 70% do total de contratações. Desde 2022, diz o BPI que contratou 658 pessoa até 30 anos (63% do total). Nos últimos anos, o setor bancário, inclusive internacionalmente, vem promovendo a renovação do quadro de funcionários com saída de trabalhadores mais velhos e que implicam, via de regra, mais custos e contratação de funcionários mais jovens. O presidente do BPI também se referiu à reforma da legislação trabalhista. Mesmo que sem responder diretamente se é favorável ou não, ele defendeu a mudança das leis para torná-las mais flexíveis e modernas. “Temos blocos econômicos muito competitivos no panorama global, temos de preservar o bem estar, garantir determinados direitos, mas temos de ter flexibilidade (…) . Há medidas que temos de encarar de forma positiva”, disse aos jornalistas, considerando que há sobretudo “rigidez no mercado laboral jovem”. O gestor também foi questionado sobre se o aumento da precarização dos contratos de trabalho, crítica das centrais sindicais, não será um problema para o banco pois via de regra nos empréstimos imobiliários os bancos privilegiam clientes com contratos de trabalho sem prazo determinado. “A precarização existe a partir do momento em que as empresas não forem sustentáveis, dizer que tenho carteira assinada em uma empresa, mas essa não ser sustentável não serve de grande coisa. Se essas medidas puderem dar mais empregos e mais renda acho que são positivas”, disse. (Notícia atualizada às 14h40) Leia Também: BPI contratou R$ 1,3 mil em crédito com garantia do Estado



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