Banco de Inglaterra alerta que guerra ameaça estabilidade

Banco de Inglaterra avisa: Há riscos de bolha nas ações de

O conflito “constitui um choque de oferta negativo para a economia mundial, e aumenta a probabilidade de pressões inflacionistas, de taxas de juro mais altas e de um crescimento mais fraco”, em todo o mundo, indica o BoE no relatório da reunião trimestral do seu Comité de Política Financeira (FPC) de 27 de março, publicado hoje.
As repercussões da guerra poderiam também “interagir com várias vulnerabilidades no sistema financeiro” já presentes “no mercado da dívida soberana, os ativos de risco” (o setor da inteligência artificial sendo, a esse respeito, particularmente sobrevalorizado segundo o BoE), “e os mercados de crédito de risco, em particular no que diz respeito ao crédito privado”, afirma.
O banco central britânico lembra, a esse respeito, as falências nos Estados Unidos do fabricante de peças de automóveis First Brands e da Tricolor, um especialista em crédito automóvel para tomadores de risco.
O aumento das taxas de juro bancárias e as dificuldades do mercado de crédito privado poderiam “aumentar o custo e reduzir a disponibilidade de financiamento para as empresas britânicas”, de acordo com a instituição monetária britânica.
Da mesma forma, “o aumento das taxas de empréstimos imobiliários e dos preços da energia aumentará a pressão sobre as finanças das famílias” britânicas, alerta também o BoE.
Na sequência dos primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irão no final de fevereiro, Teerão paralisou o estreito de Ormuz, pelo qual transita um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
Depois de ter reduzido em seis ocasiões desde o verão de 2024 a taxa diretora, o BoE manteve-a em 3,75% na última reunião este mês, e antecipa uma aceleração da inflação no país.
O setor bancário nacional, por sua vez, continua em condições de suportar um choque económico mais severo, estima o BoE, que verificou no ano passado, através de um “teste de stress”, a resistência teórica dos bancos britânicos num cenário com um pico de inflação de 10% e o preço do barril de petróleo em 160 dólares.
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