Bancos Reduziram Reservas no Banco Central na Primeira
Entre os dias 2 e 8 de Janeiro de 2026, a taxa média efectiva de reservas obrigatórias em moeda nacional registou uma descida acumulada de 111 pontos base, ao passar de 32,53% para 31,42%, segundo dados compilados a partir dos Diários dos Mercados do Banco de Moçambique. Esta variação corresponde a uma redução acumulada de liquidez na ordem de 106,8 milhões de dólares, com os saldos médios de excesso de liquidez a recuarem de 280,2 milhões de dólares no dia 2 para 231,5 milhões de dólares no dia 8. As reservas obrigatórias representam os montantes que os bancos comerciais devem manter depositados no banco central, sendo um instrumento fundamental de controlo monetário. A descida da taxa efectiva indica uma menor retenção de fundos por parte dos bancos, podendo reflectir uma maior procura de liquidez para concessão de crédito ou gestão de tesouraria.advertisement Em contrapartida, a taxa efectiva de reservas obrigatórias em moeda estrangeira apresentou uma tendência ligeiramente ascendente ao longo da semana, passando de 32,28% para 32,52%, com o desvio de liquidez a subir de 70,3 milhões para 76,3 milhões de dólares, um acréscimo de 6 milhões de dólares. Os dados analisados cobrem o período de funcionamento efectivo do sistema bancário entre 2 e 8 de Janeiro, com base nas publicações oficiais do regulador monetário. Este comportamento semanal de redução de reservas ocorre num contexto de ajustes mais amplos no sistema financeiro. No ano de 2025, segundo dados divulgados em Dezembro, as reservas obrigatórias dos bancos comerciais registaram uma queda acumulada de cerca de 29%, reflexo de medidas de flexibilização monetária adoptadas pelo Banco de Moçambique para reforçar a liquidez disponível na economia. A tendência sugere que as instituições financeiras procuram maior flexibilidade de recursos para responder às necessidades de crédito e de gestão da tesouraria, num momento em que o banco central continua a calibrar os requisitos de reservas como parte da sua política monetária. Texto: Felisberto Ruco



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