Depósitos Dos Fundos de Pensões Caíram Para 42 Milhões de
Os depósitos dos fundos de pensões na banca moçambicana voltaram a cair no primeiro semestre de 2025, registando uma quebra de 19,4% entre Dezembro de 2024 e Junho de 2025, para um total de 42,3 milhões de dólares, segundo dados do Banco de Moçambique. A mais recente actualização do regulador compara este valor com os 52,5 milhões de dólares registados no final de 2024. De acordo com o banco central, esta redução deve-se sobretudo ao redireccionamento das aplicações financeiras por parte dos fundos de pensões, que têm privilegiado investimentos de longo prazo no Mercado de Valores Mobiliários (MVM), em detrimento de depósitos a curto prazo junto da banca comercial. Entre Dezembro de 2024 e Junho de 2025, o peso dos fundos de pensões no total dos depósitos bancários diminuiu de 0,47% para 0,36%, o que, segundo o Banco de Moçambique, confirma que estes recursos têm vindo a assumir um papel cada vez menos expressivo no financiamento do sistema bancário, com impacto reduzido na avaliação global do risco do sector. Ainda assim, o relatório destaca que, pelo seu perfil, os fundos de pensões — obrigatórios e complementares — continuam a ser fontes relevantes de financiamento para o MVM, um segmento do mercado que, segundo o banco central, beneficia da natureza estável e previsível do capital mobilizado por estas instituições. O regulador reforça que, pela sua função estrutural, as entidades gestoras de fundos de pensões contribuem positivamente para a estabilidade financeira, promovendo a poupança e canalizando recursos para investimentos de longo prazo, com efeitos positivos na redução da volatilidade dos mercados de capitais. Refira-se que, em 2024, os depósitos dos fundos de pensões na banca moçambicana já tinham sofrido uma queda acentuada de 75%, passando de 206,3 milhões de dólares em Dezembro de 2023 para os 52,5 milhões de dólares no final desse ano. Esta tendência de retracção confirma o movimento estrutural de afastamento dos fundos de pensões em relação ao sector bancário tradicional.



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