Reservas Obrigatórias Dos Bancos Caíram 25% em 2025 Apesar

Reservas Obrigatórias Dos Bancos Caíram 25% em 2025 Apesar

As reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos subiram em Novembro de 2025, alcançando 217,6 mil milhões de meticais (2906 milhões de euros), mas registaram uma queda de 25% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Banco de Moçambique (BdM). Este movimento reflecte a política do banco central de aliviar gradualmente as restrições de liquidez no sistema bancário. Em Dezembro de 2024, as reservas obrigatórias atingiram um recorde de 291,5 mil milhões de meticais (3893 milhões de euros), pouco antes de o BdM aliviar as restrições. Este valor histórico resultou dos sucessivos aumentos aplicados pelo banco central para controlar a liquidez e reduzir pressões inflacionárias. O aumento de Novembro de 2025 situou-se acima dos 216,4 mil milhões de meticais (2892 milhões de euros) registados no mês anterior, sendo um dos valores mais elevados do ano. Estes dados constam do histórico do último relatório estatístico do BdM. No início de Janeiro de 2023, o banco central fixou as reservas obrigatórias em 10,5% para depósitos em meticais e 11% para depósitos em moeda estrangeira. Nos primeiros seis meses desse ano, os coeficientes foram aumentados por duas vezes “para absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”, explicou o BdM. O último aumento em Junho de 2023 levou os coeficientes a valores históricos: 39% dos depósitos em meticais e 39,5% dos depósitos em moeda estrangeira passaram a ser mantidos em reserva bancária. Esta medida visava reduzir a pressão sobre a economia e controlar a inflação. Desde o final de Dezembro de 2022, quando as reservas obrigatórias ascendiam a 62,1 mil milhões de meticais (840 milhões de euros), o volume de reservas junto do banco central aumentou quase 400% até ao final de 2024. Este crescimento evidencia a política restritiva de liquidez aplicada pelo BdM nos últimos anos. Com a escassez de divisas no mercado interno, os empresários moçambicanos insistiam desde 2024 na necessidade de reduzir os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira. A medida foi tomada apenas no dia 27 de Janeiro de 2025, quando o Comité de Política Monetária do BdM decidiu baixar os coeficientes para 29% em moeda nacional e 29,5% em moeda estrangeira. O banco central explicou que a decisão teve como objectivo “disponibilizar mais liquidez para apoiar a economia na reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços.” Fonte: Lusaa dvertisement

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