Bolsas europeias mistas depois dos ganhos de segunda-feira

Bolsas europeias em alta. Aguardam reuniões da Fed, BCE e

Cerca das 09h05 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 0,13% para 620,63 pontos. As bolsas de Londres, Frankfurt e Milão desciam 0,52%, 0,12% e 0,08%, enquanto as de Paris e Madrid se valorizavam 0,26% e 0,03%. A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e negociava em terreno negativo, com o principal índice, o PSI, a recuar 0,42% para 8.953,72 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde outubro de 2009 na segunda-feira (8.991,17 pontos). Na Europa, o calendário de dados desta semana é escasso depois da decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter as taxas diretoras, como se esperava, e de a presidente da entidade, Christine Lagarde, ter reiterado que a política monetária se encontra numa boa posição, com riscos amplamente equilibrados, pelo que não se prevê uma modificação das taxas em breve. Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu hoje 2,28% graças ao auge das tecnológicas nipónicas seguindo Wall Street, e à euforia pós-eleitoral depois da vitória da primeira-ministra, Sanae Takaichi. O índice de referência da bolsa de Xangai ganhou 0,13%, o da de Shenzhen subiu 0,02% e o Hang Seng de Hong Kong avançava 0,45% quando faltava pouco para o final da sessão. As vendas da TSMC, líder mundial do fabrico de semicondutores avançados, atingiram em janeiro um novo recorde mensal, com uma faturação num único mês de 401.255 milhões de dólares taiwaneses (10.688 milhões de euros ao câmbio atual) num ambiente de grande procura global de ‘chips’ para aplicações e dispositivos de inteligência artificial. Wall Street terminou na segunda-feira em alta com o principal indicador, o Dow Jones, a avançar 0,04% para 50.135,87 pontos, um novo máximo desde que foi criado em 1896. O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou também a subir, 0,90% para 23.238,67 pontos, contra o novo máximo de sempre, de 23.958,47 pontos, verificado em 29 de outubro. Os futuros de Wall Street apontam para avanços de 0,02% para o Dow Jones e perdas de 0,07% para o Nasdaq. Nos EUA, a atenção estará concentrada na publicação das vendas a retalho e na expectativa de conhecer na quarta-feira a variação dos postos de trabalho não agrícolas de janeiro, que se estima que aumentem em 70.000 empregos, e a evolução da taxa de desemprego, que se espera que se situe em 4,4% da população ativa, num contexto marcado pela desaceleração do ritmo de contratação nos últimos meses. O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a cair 0,39%, com a onça a ser negociada a 5.036,36 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.335,09 dólares, em 29 de janeiro. A onça da prata também estava a recuar, 0,89%, para 81,7817 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 117,1580 dólares em 26 de janeiro. No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha recuavam para 2,821%, contra 2,840% na segunda-feira. A bitcoin, depois da queda de 12% para 63.400 dólares na passada quinta-feira, cedia 2,17% para 68.843,60 dólares. O euro descia para 1,1907 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1909 dólares na segunda-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021. Leia Também: Estudante morreu em confrontos com a polícia numa universidade no Senegal

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