Bruxelas apela a redução das metas de abastecimento de gás

Em mensagem dirigida aos Estados-membros da União Europeia, consultada hoje pela agência francesa AFP, o comissário europeu de Energia, Dan Jørgensen, destacou “o impacto considerável” do atual conflito no Oriente Médio nos mercados mundiais de petróleo e gás e sugere o uso de “flexibilidades” autorizadas pela legislação europeia. Especificamente, ele pediu uma redução dos habituais 90% para 80%. “Os recentes desenvolvimentos indicam que pode levar mais tempo até que a produção de gás natural liquefeito do Qatar retorne aos níveis conhecidos antes da crise”, previu o comissário. Nessa fase, ressaltou, o abastecimento da União Europeia (UE) está “relativamente protegido”, devido à “dependência limitada das importações vindas” do Oriente Médio e à carga de gás natural liquefeito que atravessou o Estreito de Ormuz antes do conflito. Porém, o confronto está causando “elevados e voláteis preços”, que “podem igualmente afetar as injeções de gás nos ‘estoques’ da UE”, estimou. Os ataques ao maior produtor de gás natural liquefeito do mundo, em Ras Laffan, no Qatar, fizeram ressurgir o espetro de uma crise de gás como a que teve lugar no início da ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em 2022. Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, atingidos por bombardeios. O Irã acusa seus vizinhos do Golfo de permitir que as forças dos EUA lancem ataques contra o país a partir de seus territórios. Desde o início da guerra, o Irã lançou inúmeros ataques com mísseis e drones que, segundo Teerã, visavam os interesses e a presença militar dos EUA naqueles países. O bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques à infraestrutura energética causaram um aumento acentuado nos preços da energia. Leia Também: Estados Unidos e Israel atacam complexo nuclear iraniano de Natanz



Publicar comentário