Cabo Verde nega surtos gastrointestinais após notícias sobre

Cabo Verde nega surtos gastrointestinais após notícias sobre

“Na sequência de informações partilhadas por revistas ou jornais internacionais sobre casos de infeções gastrointestinais reportados em viajantes europeus após estadias em destinos turísticos, Cabo Verde tem acompanhado a situação com total seriedade, através de um sistema de vigilância epidemiológica ativo e em estreita articulação com as autoridades de saúde e operadores turísticos”, lê-se num comunicado. Segundo o Governo, não há evidências de surtos nas ilhas do Sal e Boa Vista, mantendo os casos dentro dos níveis esperados para esta época do ano e com caráter esporádico. As autoridades indicam ainda que os dados disponíveis não revelam mudanças anormais na situação epidemiológica no país. Em 20 de março, o diretor do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Hélio Rocha, adiantou que a bactéria Shigella foi detectada em amostras de água de irrigação de produtos frescos fornecidos a hotéis, nas ilhas do Sal e Boa Vista. A pesquisa “identificou a Shigella Sonnei nas amostras, espécie que tem maior predomínio na região europeia, levantando a hipótese de uma introdução dessa espécie em Cabo Verde”, detalhou. Os resultados vieram depois que o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, sigla europeia) emitiu, na época, recomendações para viajantes devido a um “risco moderado” de infecções gastrointestinais em Santa Maria, ilha do Sal. O aviso foi feito porque “casos” continuam “a ser relatados” e “a origem da infecção” ainda não foi identificada, apontou o ECDC, indicando que, desde setembro de 2022, “foram detectados mais de 1.000 casos confirmados e prováveis” de infecções gastrointestinais com origem em Cabo Verde. No comunicado de hoje, o executivo afirmou que medidas de prevenção e controle foram reforçadas, incluindo inspeções sanitárias, monitoramento da qualidade dos alimentos e ações de conscientização junto aos operadores turísticos. As notícias divulgadas na segunda-feira dão conta da morte de um turista britânico após uma semana de férias na ilha do Sal, supostamente por problemas gastrointestinais, elevando para sete o número de casos relatados desde 2023. Em fevereiro, o ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, já havia afirmado que não havia evidências epidemiológicas que confirmem um surto ativo de shigelose em Cabo Verde. O ministro do Turismo e Transportes, José Luís Sá Nogueira, também havia descartado a existência de surtos, desvalorizando relatos publicados no Reino Unido sobre infecções entre turistas. O turismo é o principal motor da economia cabo-verdiana, concentrado principalmente nas ilhas do Sal e Boa Vista. Leia Também: Macau Legend garante que não desistiu de hotel-cassino em Cabo Verde

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