“Cheias Deixam Mais de 100 Mil Pessoas em Centros de Abrigo

“Cheias Deixam Mais de 100 Mil Pessoas em Centros de Abrigo

advertisemen tQuase 105 mil pessoas encontram-se actualmente em centros de acomodação em Moçambique, na sequência das cheias que já afectaram cerca de 700 mil pessoas em apenas 20 dias, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), citados esta segunda-feira, 26 de Janeiro, pela agência Lusa. De acordo com a base de dados do INGD, com informação actualizada até às 16h00 de ontem, as cheias que se registam em vários pontos do País afectaram 691 527 pessoas, mais 40 mil nas últimas 24 horas, o equivalente a 151 963 famílias. O balanço aponta ainda para 12 mortos, 45 feridos e quatro desaparecidos desde 7 de Janeiro. No plano habitacional, foram contabilizadas 3447 casas parcialmente destruídas, 771 totalmente destruídas e 154 797 habitações inundadas, enquanto 105 centros de acomodação, mais seis do que no último domingo, acolhem actualmente 103 535 pessoas, das quais 19 556 foram resgatadas pelas autoridades. Desde o início da época chuvosa, em Outubro, já morreram 124 pessoas em todo o território nacional, com registo de 148 feridos e um total acumulado de 812 194 pessoas afectadas, segundo o INGD. O impacto das cheias estende-se também às infra-estruturas sociais e económicas. Desde 7 de Janeiro, foram afectadas 229 unidades sanitárias, 366 escolas, quatro pontes e 1336 quilómetros de estradas. Na agricultura, 287 013 hectares de área produtiva foram atingidos, afectando a actividade de 215 949 agricultores, além da morte de 325 578 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. Prosseguem as operações de resgate de famílias que permanecem sitiadas pelas cheias, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza, no sul do País, numa situação agravada pelas chuvas intensas registadas durante vários dias consecutivos e pelas descargas das barragens, incluindo em países vizinhos, devido à limitação da sua capacidade de encaixe. Face à dimensão da calamidade, a União Europeia, os Estados Unidos da América, Portugal, Noruega, Japão e vários países da África Austral já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência para apoiar Moçambique. As operações de socorro mobilizam mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo aeronaves da África do Sul, além de embarcações privadas e da Marinha de Guerra. Em Maputo, as estradas nacionais número 1 (N1), para norte, e número 2 (N2), para sul, continuam intransitáveis ​​devido à subida dos níveis das águas.advertisement

Publicar comentário