“Corte da Taxa de Juro Pode Reduzir Custos e Estimular
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) afirmou esta terça-feira, 5 de Agosto, que a recente redução da taxa de juro de política monetária para 10,25% poderá contribuir para diminuir os encargos dos empresários e estimular o investimento. A medida foi decidida pelo Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique, informou a agência Lusa. Num comunicado, a CTA considera que esta decisão poderá facilitar o acesso ao crédito, baixar os custos de financiamento e favorecer o investimento por parte de novos mutuários, bem como daqueles que possuam margem para renegociar os contratos existentes. A confederação assinala igualmente outras iniciativas, incluindo do Governo, que vê como estímulo ao sector privado e apela à aceleração das reformas estruturais e à criação de mecanismos financeiros, fiscais e legais. A agremiação defende que “essas medidas devem apoiar a atracção de investimentos nos sectores considerados com maior capacidade de transformação, como agricultura, indústria, energia, turismo, logística e tecnologias de informação e comunicação.” O CPMO anunciou, no dia 31 de Julho, a nova taxa de juro de 10,25%, após uma redução de 75 pontos base. De acordo com o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, a decisão baseou-se na “consolidação das perspectivas de inflação num dígito no médio prazo, influenciada pelos preços internacionais das mercadorias, ainda que persistam riscos internos.” A actual redução representa o nono corte consecutivo desde Janeiro de 2024. A trajectória descendente começou com a descida para 16,5%, seguindo-se reduções sucessivas para 15,75% em Março, 15% em Maio, 14,25% em Julho, 13,5% em Setembro, 12,75% em Novembro, 12,25% em Janeiro de 2025, 11,75% em Março e 11% em Maio. Segundo Rogério Zandamela, para o médio prazo prevê-se uma recuperação gradual da actividade económica, com excepção da produção de Gás Natural Liquefeito, impulsionada pela redução das taxas e pelo avanço de projectos estratégicos. Contudo, alertou para riscos que incluem pressões sobre o Orçamento do Estado, incertezas quanto à retoma da capacidade produtiva e da oferta, bem como os efeitos de choques climáticos. O CPMO reafirmou o compromisso com o processo de normalização da taxa MIMO, condicionando os próximos ajustamentos às projecções da inflação e à avaliação dos riscos e incertezas.advertisement



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