Depósitos a Prazo Cresceram Para Quase 4 MM€ Até Outubro

Depósitos a Prazo Cresceram Para Quase 4 MM€ Até Outubro

As poupanças dos cidadãos nacionais aplicadas em depósitos a prazo voltaram a registar crescimento em Outubro, atingindo 3,9 mil milhões de euros, o que representa um aumento acumulado de 7,7% desde o início de 2025, segundo dados oficiais do Banco de Moçambique, citados pela agência Lusa. De acordo com o mais recente relatório estatístico do banco central, os depósitos a prazo na banca nacional situavam-se nos 3,5 mil milhões de euros em Junho de 2024, tendo registado uma trajectória de crescimento mensal até alcançarem um máximo histórico de 4 mil milhões de euros em Julho último. Após uma redução observada em Agosto, os depósitos voltaram a subir em Setembro, para 3,8 mil milhões de euros, registando em Outubro um novo acréscimo, próximo de 1%.advertisement No início de 2025, o volume de depósitos a prazo ascendia a 3,6 mil milhões de euros, segundo o histórico apresentado pelo Banco de Moçambique. Em sentido inverso, os depósitos à ordem registaram uma evolução significativa, passando de 5 mil milhões de euros em Junho de 2024 para 6,2 mil milhões de euros em Outubro deste ano. O sistema financeiro nacional integra actualmente 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras instituições. No domínio da política monetária, o Banco de Moçambique reduziu, a 14 de Novembro, pela décima primeira vez consecutiva, a taxa de juro de política monetária (MIMO), em 0,25 pontos percentuais, fixando-a em 9,5%. “Esta modesta redução reflecte o agravamento dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação, com destaque para o atraso no pagamento dos instrumentos da dívida pública interna pelo Estado”, afirmou o governador do banco central, Rogério Zandamela, após a reunião do Comité de Política Monetária. Segundo o responsável, apesar desses riscos, as projecções apontam para a manutenção da inflação em níveis controlados. “As perspectivas da inflação mantêm-se em um dígito no médio prazo. Em Outubro de 2025, a inflação anual fixou-se em 4,8%, após 4,9% em Setembro”, acrescentou. A taxa directora esteve fixada em 17,25% desde Setembro de 2022, tendo iniciado um ciclo de reduções consecutivas a partir de Janeiro de 2024. Desde então, os cortes foram mantidos em todas as reuniões do Comité de Política Monetária, até aos actuais 9,5%. Na mesma ocasião, Rogério Zandamela alertou para a evolução do endividamento interno do Estado. “O endividamento público interno continua a agravar-se, com impacto no funcionamento normal do mercado financeiro”, advertiu. O governador sublinhou ainda que, face ao contexto actual, a condução da política monetária permanecerá cautelosa. “A postura da política monetária estará, doravante, condicionada à avaliação dos riscos e incertezas subjacentes às projecções da inflação”, afirmou. O Comité de Política Monetária reúne-se com periodicidade bimestral, estando a próxima reunião agendada para 28 de Janeiro de 2026.

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