Despesa Com Salários Preocupa Deputados Apesar de Estado Não

Despesa Com Salários Preocupa Deputados Apesar de Estado Não

advertisemen tDeputados de cinco comissões de especialidade da Assembleia da República (AR) estão preocupados com o crescimento contínuo da despesa com salários e remunerações, apesar de o Estado não estar a admitir funcionários e agentes de forma significativa nos últimos anos, informou esta segunda-feira, 17 de Novembro, a Agência de Informação de Moçambique. Segundo o órgão, a inquietação foi expressa durante a formação sobre interpretação eficaz da Conta Geral do Estado (CGE), do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) e de outros instrumentos de governação, uma iniciativa que decorre no município da Matola e que junta membros das comissões dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade (CACDHL), Plano e Orçamento (CPO), Assuntos Sociais, Género, Tecnologias e Comunicação Social (CASGTCS) e Agricultura, Economia e Ambiente (CAEA). A capacitação é dirigida pelo Fundo de Monitoria do Orçamento (FMO), uma plataforma de organizações da sociedade civil que inclui o Centro de Integridade Pública (CIP), o N’weti, o Fundo do Desenvolvimento Comunitário (FDC) e o ROSC, entre outras entidades. Em declarações à comunicação social, a vice-presidente da Comissão do Plano e Orçamento, Cernilde Muchanga, reconheceu que, embora o Estado esteja a admitir “um número insignificante” de novos funcionários, a despesa com salários continua a crescer no PESOE de 2026. “Estamos a admitir pouco, mas continuamos a crescer em termos de despesas com salários e remunerações. É preciso compreender o que está a contribuir para o aumento desta rubrica”, afirmou. A deputada defendeu que a formação vai reforçar a capacidade técnica dos parlamentares para a análise da proposta do PESOE 2026, que será brevemente apreciada em plenário. “Queremos que os deputados se comprometam com a troca de experiências e encontrem a melhor forma de participar na elaboração de pareceres sobre finanças públicas, recomendando ao Governo as melhores práticas, sobretudo no sector da educação e da saúde”, acrescentou. Por seu turno, Fátima Mimbire, especialista do FMO em Finanças Públicas e Indústria Extractiva, considerou que, apesar de tecnicamente estruturado, o PESOE 2026 apresenta lacunas de conteúdo, nomeadamente no que se refere à contratação de profissionais essenciais. “Notamos que haverá uma contratação muito baixa de professores e enfermeiros, quando o sistema de ensino deverá acolher mais de um milhão de novas crianças. Há incongruências no documento, justificadas pelas restrições orçamentais”, apontou. A especialista sublinhou ainda que, apesar das limitações financeiras, o Governo deve identificar novas fontes internas de receita, defendendo uma auditoria profunda ao sector extractivo, onde, segundo disse, “continua a perder-se muito dinheiro que não chega ao erário.” A formação decorre de forma intercalada e prossegue na próxima sexta-feira, 21 de Novembro, com o objectivo de reforçar a capacidade de fiscalização orçamental do Parlamento e melhorar a qualidade das recomendações dirigidas ao Executivo.advertisement

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