Despesa Pública Caiu 4,7% Até Setembro Motivada Por Atrasos
advertisemen tA despesa pública de Moçambique registou uma queda de 4,7% até Setembro, totalizando 246,7 mil milhões de meticais (3,9 mil milhões de dólares). Esta redução deve-se ao atraso no pagamento de salários, que apenas foram processados em Outubro, afectando a execução orçamental. Segundo dados do Ministério das Finanças, a despesa de funcionamento do Estado, entre Janeiro e Setembro, representou 70,2% do total orçamentado para 2025. Este valor evidencia a pressão sobre a gestão de recursos e a rigidez das contas públicas. No mesmo período, o Estado gastou 149,9 mil milhões de meticais (2,4 mil milhões de dólares) em salários e remunerações na função pública, correspondendo a 74,1% do total previsto para esta rubrica em 2025.advertisement O Ministério explicou que a redução se deve ao pagamento de 7 mil milhões de meticais (111,2 milhões de dólares) relativos aos salários de Setembro, que foram transitados e pagos apenas em Outubro. Com este ajuste, o valor total de salários e remunerações subiu para 157 mil milhões de meticais (2,5 mil milhões de dólares). Além disso, a rubrica de salários inclui 6888,2 milhões de meticais (107,7 milhões de dólares) referentes ao 13.º salário de 2024, pago após Fevereiro de 2025, segundo informação do Ministério das Finanças. A instituição já tinha alertado, em Outubro, para a pressão sobre os salários e a dívida pública, face à fraca mobilização de receitas internas. O relatório de monitoria de riscos fiscais indica que a despesa pública “tem experimentado dinâmicas adversas no período recente, reflectindo uma rigidez estrutural e pressões sobre o Orçamento do Estado.” O documento acrescenta que, no curto prazo, a pressão sobre a despesa do Estado “se manterá elevada”, devido ao relaxamento de programas de apoio ao orçamento e ao desenvolvimento por parte de parceiros internacionais, exigindo maior rigor e disciplina fiscal. O Governo estima, para 2026, um défice fiscal acima de 6% do PIB, com prioridades no controlo da folha salarial e na estabilização dos encargos da dívida. O secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, explicou: “Este esforço de consolidação não deve descurar a necessidade de criar condições para investimento, permitindo que a economia continue a crescer.” Fonte: Lusaa dvertisement



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