CFM Anuncia Perdas de 3 M$ Pela Interrupção da Circulação
advertisemen tA empresa pública Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) anunciou que somou um prejuízo de três milhões de dólares, na sequência da interrupção da circulação na linha do Limpopo, devido às inundações causadas pela chuva intensa que se fez sentir nas ultimas no País, sobretudo na região Sul. Citado pela Lusa, o director-executivo dos CFM sul, Emídio Bata, explicou que uma equipa técnica, liderada pelo administrador do Pelouro de Engenharia, Manutenção e Tecnologia de Informação e Comunicação, visitou os troços afectados para fazer a monitorização e avaliação dos prejuízos. “Estamos ainda a fazer a avaliação no terreno. De facto, houve muitos danos na infra-estrutura, que nós temos de reparar. E a questão das pontes e passagens hidráulicas é o que mais vai consumir o orçamento”, referiu Bata, acrescentando que os prejuízos podem elevar-se quando forem contabilizados os danos causados noutras linhas. A linha do Limpopo, no sul de Moçambique, permite ligação e mobilidade de pessoas e bens com países sem acesso ao mar, entre os quais o Zimbabué, que transporta, entre outros produtos, combustíveis, cereais e carga contentorizada. Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 779 528 pessoas em todo o País, com registo de 131 mortos e 144 feridos. Só nas últimas semanas, as inundações afectaram directamente 652 189 pessoas, com mais de 150 mil casas inundadas, 767 destruídas e cerca de 230 unidades sanitárias e 360 escolas danificadas. Em menos de 20 dias, as cheias deixaram ainda 45 feridos e quatro desaparecidos, além de centenas de famílias sitiadas em várias zonas do sul do País, aguardando operações de resgate. Face à gravidade da situação, o Governo decretou o alerta vermelho nacional em meados de Janeiro. União Europeia, Estados Unidos da América, Angola, Portugal, Noruega, Japão e África do Sul já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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