Embaixadores Acreditados no País Disponibilizam 15 Mil
advertisemen tEmbaixadores acreditados em Moçambique disponibilizaram, nesta segunda‑feira, 26 de Janeiro, um total de 15 mil dólares para apoiar as populações afetadas pelas inundações nas províncias de Maputo e Gaza, no sul do país, cujos efeitos têm provocado impactos significativos nos sectores económico e social. “Estamos aqui como embaixadores para expressar o nosso apoio e solidariedade com o povo moçambicano, com um pequeno valor, e dizer através desta participação que os nossos irmãos não estão sozinhos. Vamos sempre ficar do lado da população”, afirmou o diplomata palestiniano Fayez Abdul Jawad, citado numa publicação da Lusa. Falando em representação aos 21 embaixadores doadores, Fayez Abdul Jawad acrescentou que os moçambicanos são resilientes e vão ultrapassar o “momento difícil” das cheias e inundações que afectam sobretudo a região sul do País, pedindo solidariedade colectiva e mais atenção na assistência às crianças durante este período. O diplomata sublinhou ainda que a contribuição surge após receberem testemunhos e relatos dos acontecimentos no terreno, esclarecendo que esta ajuda é distinta à assistência que o país continua a receber das organizações regionais e no âmbito da cooperação bilateral com outras nações. Na mesma ocasião, a ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, disse que o apoio veio de diplomatas que são patriotas e fazem parte de Moçambique, elogiando os esforços para ajudar a salvar vidas. “É uma doação que vem do coração, é contribuição do salário deles para apoiar e aliviar o nosso povo. Obrigado não só por causa deste donativo, mas também por aquilo que estão a fazer nos seus países, tentando mobilizar mais assistência para Moçambique”, destacou. Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 779 528 pessoas em todo o País, com registo de 131 mortos e 144 feridos. Só nas últimas semanas, as inundações afectaram directamente 652 189 pessoas, com mais de 150 mil casas inundadas, 767 destruídas e cerca de 230 unidades sanitárias e 360 escolas danificadas. Em menos de 20 dias, as cheias deixaram ainda 45 feridos e quatro desaparecidos, além de centenas de famílias sitiadas em várias zonas do sul do país, aguardando operações de resgate. Face à gravidade da situação, o Governo decretou o alerta vermelho nacional em meados de Janeiro. Nos finais do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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