Governo Envia Embarcação Com 20 Toneladas de Produtos
advertisemen tO Governo enviou nesta segunda-feira, 26 de Janeiro, uma embarcação com pelo menos 20 toneladas de produtos para assistir às populações vítimas das inundações na província de Gaza, sul do País, acrescentando que a medida visa ainda minimizar os impactos causados pela interrupção da Estrada Nacional Número 1 (N1), devido às cheias. “Trata-se de um carregamento de 20 toneladas. Esta é a primeira viagem que realizamos para Gaza, prevemos que, no seu regresso, a embarcação traga em média 150 a 200 passageiros”, disse o presidente do conselho de administração do Instituto de Transportes Marítimos (ITRANSMAR), Unaite Mustafá, durante a partida da embarcação na Ponte Cais, em Maputo. Citado pela Lusa, o responsável avançou que a viagem vai durar em média 12 horas, devendo a embarcação atracar no Porto de Chongoene, recordando que “há uma pressão enorme em Gaza, por causa da suspensão da N1, existem pessoas vindas da região centro e norte, que estão barradas e proibidas de continuar a viagem”. Unaite Mustafá relatou que além da embarcação que saiu hoje de Maputo, a ligação marítima entre Maputo e Gaza poderá ser feita com recurso a uma outra que está atracada no Porto de Maputo, com capacidade de carregar pelo menos 500 contentores de carga. A Administração Nacional de Estradas (ANE) suspendeu a circulação no troço Incoluane-3 de Fevereiro, ao longo da N1, devido à subida do caudal do rio Incomáti. “A subida do caudal do rio Incomáti fez galgar uma extensão de aproximadamente três quilómetros da N1. Neste sentido, ordenou-se a suspensão imediata da circulação de todo o tipo de viaturas neste troço”, avançou a entidade por meio de um comunicado. Perante a situação, a instituição relatou que já foram destacadas equipas técnicas para trabalhar na monitorização da via. Assim, “a ANE apelou aos automobilistas e aos transportes de passageiros para programarem as suas deslocações, bem como evitarem a circulação de veículos com peso acima de 10 toneladas em estradas terraplanadas.” Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 779 528 pessoas em todo o País, com registo de 131 mortos e 144 feridos. Só nas últimas semanas, as inundações afectaram directamente 652 189 pessoas, com mais de 150 mil casas inundadas, 767 destruídas e cerca de 230 unidades sanitárias e 360 escolas danificadas. Em menos de 20 dias, as cheias deixaram ainda 45 feridos e quatro desaparecidos, além de centenas de famílias sitiadas em várias zonas do sul do país, aguardando operações de resgate. Face à gravidade da situação, o Governo decretou o alerta vermelho nacional em meados de Janeiro. Nos finais do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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