Parque Nacional de Maputo Retoma Serviços de Safári
advertisemen tO Parque Nacional de Maputo, na região Sul de Moçambique, anunciou nesta quarta-feira, 28 de Janeiro, a retoma das visitas guiadas e safáris, interrompidos por 12 dias por algumas vias se encontrarem intransitáveis devido às chuvas fortes registadas no País nas últimas semanas. “Comunicamos a reabertura das actividades de visitas guiadas, safáris e demais serviços prestados pelo parque, temporariamente suspensos no dia 16 deste mês, devido às chuvas intensas, com impacto em algumas vias internas, a par da subida do nível da Lagoa de Xinguti, comprometendo as condições de segurança”, esclarece um comunicado citado pela Lusa. No documento, explica-se também que uma equipa técnica esteve no terreno a trabalhar na reabilitação das vias, criação de condições de transitabilidade e abertura de vias alternativas, permitindo assim a retoma dos safáris públicos e privados, bem como das actividades nos acampamentos e acesso aos hotéis localizados no interior. Contudo, o Parque de Maputo apela para que todos os visitantes sigam rigorosamente as recomendações nas placas de sinalização, as orientações dos funcionários e da equipa técnica no terreno, referindo que o País ainda se encontra na época chuvosa, pelo que os trabalhos de manutenção das vias serão realizados de forma contínua. Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 779 528 pessoas em todo o País, com registo de 131 mortos e 144 feridos. Só nas últimas semanas, as inundações afectaram directamente 652 189 pessoas, com mais de 150 mil casas inundadas, 767 destruídas e cerca de 230 unidades sanitárias e 360 escolas danificadas. Em menos de 20 dias, as cheias deixaram ainda 45 feridos e quatro desaparecidos, além de centenas de famílias sitiadas em várias zonas do sul do País, aguardando operações de resgate. Face à gravidade da situação, o Governo decretou o alerta vermelho nacional em meados de Janeiro. União Europeia, Estados Unidos da América, Portugal, Noruega, Japão e África Austral já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. Nos finais do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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