Executivo Admite “Grandes Desafios” na Expansão do
advertisemen tO Governo reconheceu esta quarta-feira, 12 de Novembro, que a expansão de projectos de empreendedorismo juvenil constitui um grande desafio face ao rápido crescimento demográfico, apelando ao sector privado para investir na agricultura, indústria transformadora e tecnologia como motores para impulsionar a economia nacional, informou a agência Lusa. “Nunca na nossa história tivemos um desencontro do ponto de vista de planeamento entre as previsões de planificação e o crescimento da população, num momento em que a produção e a produtividade não estão a acompanhar este crescimento. Este é o desafio que nós temos: expandir projectos para jovens, seja na agricultura, na indústria transformadora ou, principalmente, no uso da tecnologia”, afirmou o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá. O governante falava durante a XX Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que arrancou esta quarta-feira (12) em Maputo, sublinhando que o Executivo está a avançar com programas de financiamento destinados a jovens e mulheres empreendedoras, como estratégia para reduzir a pressão pela procura de emprego. Contudo, frisou que o desafio actual é fazer com que os fundos cheguem efectivamente aos distritos, onde se concentra a maior parte da população jovem. De acordo com dados oficiais, Moçambique conta com cerca de 33 milhões de habitantes, estando previsto um novo recenseamento populacional em 2027. “A grande energia de talento que nós temos para o desenvolvimento económico está nos jovens e nas mulheres moçambicanas”, destacou. O ministro reconheceu ainda que o crescimento económico nacional tem sido condicionado pelos eventos climáticos extremos, que têm afectado a produtividade e dificultado a arrecadação de receitas fiscais pelo Estado. Apesar dos constrangimentos, Salim Valá apelou ao sector privado para apostar fortemente na agricultura e na indústria transformadora, sectores que considera fundamentais para reduzir as importações e dinamizar o mercado interno. “O sector da agricultura continuará a ser chave para o desenvolvimento económico, mas a agricultura isolada pode não ter o impacto necessário. Por isso, temos de potenciar a indústria transformadora. A modernização da agricultura e o crescimento industrial criam empregos para moçambicanos, geram produção voltada para o mercado interno e fomentam o financiamento interno”, afirmou. “Nunca na nossa história tivemos um desencontro do ponto de vista de planeamento entre as previsões de planificação e o crescimento da população, num momento em que a produção e a produtividade não estão a acompanhar este crescimento. Este é o desafio que nós temos: expandir projectos para jovens, seja na agricultura, na indústria transformadora ou, principalmente, no uso da tecnologia” Salim Valá defendeu, contudo, que os investimentos em grandes projectos devem continuar, mesmo que não criem muitos postos de trabalho directos, pois representam uma componente estratégica do crescimento económico. “Temos uma economia desfocada. A agricultura e a indústria transformadora são vitais para que Moçambique alcance um desenvolvimento económico endógeno, conduzido por forças internas e pelo sector privado nacional”, concluiu. A CASP, organizada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) em parceria com o Governo, é considerada o maior evento de diálogo público-privado e de negócios do País. A conferência, que decorre até sexta-feira (14) no Centro de Conferências Joaquim Chissano, conta com mais de dois mil participantes, 40 oradores e 80 expositores, integrando também a Mozambique Home Expo, uma mostra paralela destinada a estimular o acesso à habitação a preços acessíveis. Durante o evento, serão discutidos projectos avaliados em cerca de 95 mil milhões de meticais (1,5 mil milhões de dólares), com a presença confirmada de delegações de pelo menos seis países, numa iniciativa que pretende atrair investimento e reforçar a competitividade da economia moçambicana.advertisement



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