Quais as Consequências do “Home Bias” e Como se Proteger? •
advertisemen tO “home bias” é o fenómeno pelo qual os investidores tendem a aplicar mais em empresas e activos do seu próprio país, em vez de diversificarem a carteira a nível global. Esta é uma das razões que levam muitos investidores iniciantes a evitarem os investimentos internacionais. Trata-se da tendência das pessoas em permanecerem na zona de conforto. Consequências do “home bias” A principal consequência do “home bias” é a limitação do potencial de rentabilidade e o aumento da exposição ao risco-país. Entre os efeitos mais relevantes estão: Concentração de riscos, que torna a carteira mais vulnerável a crises e choques locais; Perda de oportunidades, ao ignorar activos com maior potencial noutros mercados; Maior exposição à volatilidade, sobretudo em economias menos estáveis; Redução do ganho real, especialmente em contextos de inflação mais elevada. Investir em moeda forte também contribui para preservar valor e reforçar a resiliência da carteira em períodos de instabilidade económica. Quando o investidor restringe os seus investimentos ao mercado doméstico, reduz a diversificação geográfica e sectorial. Economias mais desenvolvidas, como a dos Estados Unidos, por exemplo, apresentam sectores com maior capacidade de crescimento, como tecnologia, inovação e saúde, o que amplia o leque de oportunidades. Como se proteger do “home bias”? A principal forma de reduzir o viés doméstico é através da diversificação geográfica. Para isso, é necessário estruturar a alocação de activos com base em critérios técnicos e objectivos. Algumas medidas essenciais incluem: Investir em educação financeira sobre mercados internacionais; Definir objectivos claros de curto, médio e longo prazo; Determinar a proporção adequada de cada classe de activo na carteira; Avaliar o perfil de risco e o horizonte temporal do investimento; Utilizar activos internacionais para compensar eventuais desvalorizações do mercado local. A diversificação global permite diminuir o impacto de crises nacionais, reduzir o risco estrutural da carteira e melhorar o equilíbrio entre risco e retorno. Em síntese, o “home bias” não resulta da falta de informação, mas da forma como o investidor a interpreta e utiliza Uma carteira bem estruturada deve procurar oportunidades em diferentes geografias, sectores e moedas, com base em critérios racionais e numa estratégia de longo prazo. Fonte: Nomad



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