Fábrica da Alstom fabricará 81 dos 153 trens

Fábrica da Alstom fabricará 81 dos 153 trens

De acordo com o aditamento ao contrato assinado entre a CP, a multinacional francesa Alstom e a portuguesa DST, que elevou o número de encomendas de 117 trens para 153 (mais 36) e antecipou prazos de entrega, consultado hoje pela Lusa, haverá uma distribuição quase igualitária das unidades a serem construídas. Com essas mudanças, o valor do contrato passou de R$ 746.042.424,94 para R$ 1.064.022.425,05, ou seja, acima de R$ 1 bilhão, distribuídos entre 2025 e 2031. As primeiras 17 unidades, segundo tabela disponibilizada no aditivo, serão produzidas em Barcelona e serão trens suburbanos para a Linha de Cascais (distrito de Lisboa), seguidas por mais 17 mas já produzidas na fábrica de Guifões, em Matosinhos (distrito do Porto). Seguir-se-ão, praticamente ao mesmo tempo, o fabrico e entrega de 28 automotoras para os serviços suburbanos de Lisboa e Porto, também em Guifões, e nas instalações da Alstom em Barcelona serão construídos 55 comboios regionais. Por fim, e no âmbito da opção exercida pela CP para a compra de mais 36 automotoras para o serviço suburbano, essas unidades estão previstas para serem construídas em Guifões. O contrato afirma que “a aceleração do plano de entregas se fundamenta na otimização do modelo industrial de fabricação para permitir aumentos de eficiência e ativação de sinergias que habilitam ganhos de tempo, que se traduzem em entregas antecipadas e no cumprimento dos prazos previstos”. “Os ‘flat-packs’ e caixas de todas as unidades são fabricados em Barcelona”, diz o contrato, acrescentando que “a fábrica de Guifões se especializará nas unidades de tipo urbano, sendo responsável pela montagem (‘fitting’) de 17 unidades suburbanas para a Linha de Cascais, 28 unidades suburbanas para as áreas metropolitanas de Lisboa/Porto, 36 unidades suburbanas (fornecimento adicional) e comissionamento de todas as unidades”, pode ler-se no contrato. Já a fábrica de Barcelona “se especializará nas unidades de tipo regional e de parte das unidades tipo urbana, sendo responsável pela montagem (‘fitting’) e ensaios de 17 unidades suburbanas para a Linha de Cascais e 55 unidades regionais”. Entre os vários pontos do contrato, está também a disponibilização, à Alstom, de “um espaço de armazenamento adequado para comboios acabados e inacabados, idealmente no Entroncamento (distrito de Santarém), para mitigar as limitações que venham a ser identificadas na oficina de Guifões”, em Matosinhos. O aditivo ao contrato foi assinado no dia 10 de março em Araraquara. Em discurso na ocasião, o ministro da Infraestrutura e Habitação, Miguel Pinto Luz, falou de um dia histórico, acrescentando que entre 2025 e 2031 não haverá um único ano na CP sem a entrega de novo material rodante. Além da renovação da frota, esse procedimento também prevê a antecipação da última entrega de trens em 17 meses, para 2031. Os novos trens que começam a chegar a Portugal em 2029 também terão produção nacional, já que o contrato estabelece a instalação de uma oficina em Matosinhos, e está prevista a criação de 300 empregos diretos. A CP também já está recebendo 22 automotoras para o serviço regional encomendadas à Stadler. O Governo também já aprovou uma despesa de 584 milhões de euros para a CP adquirir até 20 trens de alta velocidade para circular nas futuras linhas do país (eixos Lisboa-Vigo e Lisboa-Madrid). Leia Também: CP? “Não vai dar 1, nem 2, nem 3, nem 4 milhões (de lucro). Vai dar mais”

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