Frutas e legumes mais caros em trimestre marcado por mau

Segundo dados da Deco enviados à Lusa, desde 7 de janeiro e até esta quarta-feira, foram várias as subidas nesta categoria, com destaque para a curgete, cujo preço por quilograma (kg) passou de 1,89 para 2,35 euros, e para a couve coração, que aumentou de 1,47 para 1,78 euros por kg. No caso da abobrinha o maior aumento teve lugar entre 04 e 11 de fevereiro, quando este produto passou de 2,85 para 3,69 euros, cujo período coincidiu com o comboio de tempestades que afetou o país, sobretudo a região Centro, deixando um rasto de destruição em lavouras, edifícios e outras infraestruturas. A couve-coração, por sua vez, teve a maior piora entre 18 e 25 de fevereiro, passando de R$ 1,58 para R$ 1,77 por kg. Por sua vez, um kg da batata vermelha passou a custar nove centavos a mais, progredindo de R$ 1,31 para R$ 1,40, enquanto o tomate está mais caro sete centavos. Também com um acréscimo de sete centavos está a embalagem de 500 gramas de alho seco, que agora custa 3,43 euros. Para comprar um quilo de cenoura, o consumidor terá que gastar R$ 1,13, quando no início do ano desembolsava R$ 1,07. Do lado das altas também se encontra a laranja e a maçã gala, cujo kg encareceu quatro centavos desde 7 de janeiro. Já o preço da alface está estável em R$ 2,68 por kg. No entanto, ao longo do período em análise, teve diversas oscilações, atingindo, em 25 de fevereiro, um pico de 2,91 euros. No sentido oposto, foram os brócolis que registraram a maior queda de preço, caindo de R$ 3,15 para R$ 2,87 por kg, ou seja, 28 centavos a menos. Em seguida vem a couve-flor, com queda de 26 centavos por kg e a cebola, com queda de 11 centavos. Do lado das quedas também está a banana, que passou de R$ 1,33 para R$ 1,27 por kg e a maçã golden, cujo preço cedeu de R$ 2,16 para R$ 2,14 por kg. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irã, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito de seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis. Em retaliação, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestrutura civil em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. O conflito está fazendo o custo dos fatores de produção disparar, o que acaba se refletindo no preço pago pelo consumidor. Desde a semana de 25 de fevereiro e até 18 de março, houve altas de 16 centavos no preço da maçã golden, de 15 no brócolis e de nove centavos no da cenoura. O preço da laranja e do tomate chegou a sete centavos e o da couve-coração um centavo, enquanto o valor da batata vermelha ficou estável, semelhante ao que ocorreu com as embalagens de 500 gramas de alho seco. Contudo, neste período, também houve quedas de preços, como a abobrinha, cujo kg está mais barato 69 centavos, e do da alface, que caiu 23 centavos. Depois vem a cebola, mais barata 11 centavos. Com quedas mais modestas aparecem a banana (quatro centavos a menos), a maçã gala e a couve-flor (ambas com quedas de três centavos por kg). Esses dados refletem o monitoramento que a Deco faz dos preços dos produtos vendidos diretamente ao consumidor nos supermercados ‘online’. Leia Também: Setor de hortifruti pede apoio do governo além de crédito



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