Governo Alerta Para Superpopulação de Elefantes e Pede
a d v e r t i s e m e n tO ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, reconheceu, nesta quarta-feira, 8 de Abril, o problema do superpovoamento de elefantes na África Austral e apelou a uma intervenção regional para equilibrar a população destes animais, noticiou a Lusa.
De acordo com a agência, o responsável falava à margem de uma conferência sobre a Economia da Vida Selvagem, em Maputo. Na ocasião, Roberto Albino reconheceu que a população de elefantes cresceu muito “graças à nossa política regional e internacional de conservação da vida selvagem. É por isso que estamos a trocar elefantes entre nós – o Botsuana dá-nos (elefantes) e nós damos ao Botsuana.”
Segundo o responsável, é agora necessário tomar medidas a nível regional para controlar a superpopulação destes animais.
“É preciso fazer alguma coisa, mas tem de ser um esforço regional para que possamos realmente ter uma população de elefantes equilibrada em relação à capacidade de sustentação das nossas áreas de conservação”, observou.
Por sua vez, o secretário de Estado da Província de Niassa, Silva Fernando Livone, observou que a população destes animais excede a da própria região, um factor que também contribui para o aumento do número de conflitos entre seres humanos e animais selvagens.
“A nossa província é uma das que registam os níveis mais elevados de conflito entre seres humanos e animais selvagens, nomeadamente envolvendo elefantes e búfalos. Por exemplo, a nossa manada de elefantes é quase o dobro da população humana da província”, disse Livone, referindo que Niassa conta actualmente com cerca de 2,5 milhões de habitantes e mais de três milhões de elefantes.
De acordo com um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023, o número de mortes causadas por ataques de animais selvagens quase triplicou num único ano, atingindo 159 vítimas em todo o País.
Citando os dados mais recentes disponíveis, o relatório do INE refere que Moçambique estimou uma população de 9114 elefantes e 64 800 búfalos em 2018, entre dezenas de outras espécies de grande porte.
De acordo com o mesmo documento, em 2023, 205 375 pessoas viviam dentro das áreas protegidas, em 162 comunidades, além de 501 737 pessoas em 504 comunidades nas zonas de protecção que rodeiam estes parques e reservas.
Dados anteriores da Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) revelam que, entre 2019 e 2023, os ataques de animais selvagens no País destruíram um total de 955 hectares de culturas, como milho e mandioca.



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