Governo Português Envia Equipa a Moçambique Para Acompanhar

Governo Português Envia Equipa a Moçambique Para Acompanhar

O Governo português decidiu enviar uma equipa especializada a Moçambique para acompanhar as investigações em torno da morte de Pedro Ferraz Correia dos Reis, vogal da Comissão Executiva do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), num caso que tem gerado dúvidas, versões contraditórias e forte comoção pública. Num comunicado divulgado este sábado (24), o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em articulação com o Ministério da Justiça de Portugal, informou que seguirá para Maputo, ainda durante este fim-de-semana, uma equipa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses. “Na sequência dos contactos com as autoridades de Moçambique, decorridos ao longo desta semana, e no quadro de cooperação entre autoridades policiais e judiciárias de ambos os países, seguirá neste fim-de-semana para Maputo uma equipa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses”, lê-se no comunicado. De acordo com a mesma nota, a equipa portuguesa irá acompanhar as investigações em estreita cooperação com as autoridades judiciárias e policiais moçambicanas, no âmbito do apuramento das circunstâncias da morte de Pedro Ferraz Correia dos Reis. O que se sabe sobre este caso? O administrador BCI foi encontrado morto na noite de segunda-feira, dia 19 de Janeiro, numa casa de banho do Hotel Polana, na cidade de Maputo, apresentando vários golpes provocados por arma branca. Numa fase inicial, as autoridades moçambicanas avançaram com a tese de homicídio. Posteriormente, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, Hilário Lole, afastou a possibilidade de crime, admitindo a hipótese de suicídio. A alteração da versão oficial levou ao lançamento de uma petição pública que exige o apuramento da verdade dos factos. Segundo o jornal Diário de Notícias, a iniciativa partiu de familiares e amigos próximos, que solicitaram a intervenção do Estado português. A petição foi dirigida ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. No documento lê-se: “Perante a incongruência das explicações que foram prestadas em relação à morte do cidadão português Pedro Ferraz Correia dos Reis, vimos exigir a intervenção do Estado português”. Os subscritores contestam ainda o facto de a investigação ter sido dada como concluída num curto espaço de tempo, bem como a explicação segundo a qual o empresário teria adquirido facas e veneno para ratos antes de se suicidar, considerando essa versão “descabida e inimaginável”. Numa mensagem de pesar, o BCI lamentou a morte de Pedro Ferraz Correia dos Reis, destacando a sua “visão estratégica, elevado sentido de responsabilidade e dedicação exemplar”, bem como o seu contributo decisivo para o desenvolvimento e consolidação da instituição. Pedro Ferraz Correia dos Reis vivia em Moçambique há cerca de dez anos e ocupava os cargos de membro do Conselho Executivo do BCI e do Conselho da Diáspora Portuguesa desde Dezembro de 2023. Licenciado em Administração de Negócios, possuía igualmente mestrado em Finanças pela Universidade Católica Portuguesa e concluiu, em 2011, um programa de gestão geral na Harvard Business School. Fonte: Notícias ao Minuto

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