Governo regista mais de 18.500 pedidos de apoio devido ao

O Governo registava hoje “mais de 8.200 pedidos de cidadãos ou famílias” para ajuda à reconstrução de habitações próprias afetadas pelas tempestades, disse Luís Montenegro, numa declaração sem direito a perguntas no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença da ministra do Ambiente e de autarcas da região. Segundo o primeiro-ministro, os apoios até cinco mil euros precisam apenas de demonstração fotográfica dos danos, já as casas com impacto entre cinco e dez mil euros precisam de uma vistoria, que garantiu que será “rápida” e assegurada pelas autarquias. Apesar de reconhecer que há desgaste nos serviços municipais diante das consequências das tempestades, Luís Montenegro pediu um “esforço para que essas vistorias sejam realizadas o mais rápido possível”. No caso do apoio a famílias com perdas de renda ou situação de carência, o Governo já registrou mais de duas mil candidaturas. No caso das empresas, há mais de 3.800 empresas candidatadas, num montante “que já supera os 850 milhões de euros”, o que levou o Governo a aumentar a linha de crédito à tesouraria das empresas “de 500 para mil milhões de euros”. O governo também registra mais de 4,5 mil pedidos de apoio no setor agrícola, com candidaturas que dizem respeito a “todo o território nacional e não apenas aqueles territórios que estão em estado de calamidade ou contingência”. Luís Montenegro frisou que está sendo feito “tudo para restaurar a normalidade”, apesar de ainda haver 45 mil pessoas sem luz, a grande maioria delas há mais de duas semanas, após a passagem da depressão Kristin. Sobre o Programa de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, que intitulou de PTRR, Montenegro vincou que o Governo está a “trabalhar a todo o vapor para se poder fazer essa apresentação o mais brevemente possível, de uma forma estruturada”. Esse programa, desenhado para ajudar o país a recuperar das consequências do mau tempo, procura garantir uma “economia competitiva”, disse, referindo que é essa riqueza que irá ajudar a dar “maior resiliência” às infraestruturas. “Estamos falando de escolas, estamos falando de equipamentos de saúde, estamos falando de equipamentos sociais, estamos falando de equipamentos culturais, estamos falando de equipamentos esportivos, estamos falando de estradas, estamos falando de ferrovia, estamos falando de comunicações, estamos falando de rede de abastecimento de energia elétrica, estamos falando de rede de abastecimento de energia elétrica, estamos falando de rede de abastecimento de água, estamos falando, portanto, de um verdadeiro projeto de transformação nacional que será o alicerce do nosso futuro”, frisou. Leia Também: Coimbra? “Situação aponta otimismo, que não deve significar relaxe”



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