Guerra pode prejudicar economia dos EUA acima do previsto

Guerra pode prejudicar economia dos EUA acima do previsto

Se o conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel, que nas últimas três semanas já destabilizou os mercados e elevou o preço do petróleo para mais de 100 dólares o barril, continuar, os consumidores americanos poderão começar a “reduzir os seus gastos”, disse Waller à CNBC.

“Os americanos estão de olho no tanque de gasolina, no preço e em quanto dinheiro gastam para abastecer o carro em comparação com o que podem gastar noutras coisas”, acrescentou o economista.
Waller, que estava entre as principais escolhas do Presidente Donald Trump para próximo presidente da Fed, indicou que essa situação “está a começar a influenciar a forma como os consumidores veem a economia”.
“Portanto, todos esses fatores podem acabar a levar a economia – não quero dizer para uma recessão, mas sim, repentinamente, para um enfraquecimento muito maior do que prevíamos”, reconheceu Waller, um dos membros do comité responsável por decidir sobre a política monetária dos EUA e nomeado por Trump para o cargo em 2020.
A Fed e o seu atual presidente, Jerome Powell, têm sofrido intensa pressão de Trump, que exige um corte agressivo nas taxas de juro, argumentando que a economia está a apresentar um desempenho melhor do que nunca sob a sua liderança e que um atraso na redução das taxas colocaria em risco essa tendência positiva.
O banco central manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, mantendo-as na faixa de 3,5% a 3,75%, embora tenha afirmado que as repercussões da guerra com o Irão são “incertas”.
Waller afirmou em entrevista à CNBC que estava pronto para apoiar um corte na taxa de juros até ver o relatório de empregos de fevereiro, que mostrou uma perda de aproximadamente 92.000 vagas, acrescentando que isso não significa que não apoiará uma mudança nas taxas de juros no futuro.
“Simplesmente quero esperar para ver como as coisas se desenvolvem, se tudo correr razoavelmente bem e o mercado de trabalho continuar a mostrar fraqueza, voltarei a defender um corte na taxa básica de juros ainda este ano”, disse.
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