Juros de renegociações e novos créditos à habitação baixam

Juros da dívida de Portugal caem em dois, cinco e 10 anos

Segundo dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados hoje, a taxa média de juros das novas operações de crédito imobiliário, que inclui novos contratos e renegociações, atingiu em fevereiro 2,83%, contra 2,84% em janeiro. Esse valor tem oscilado entre a máxima de 2,88% em setembro de 2025 e 2,82% em novembro passado, após um período mais alto em 2023 –chegando a 4,31%. Por segmento, tanto a taxa média de juros dos novos contratos quanto a das renegociações recuaram em cadeia 0,01 ponto percentual, para, respectivamente, 2,83% e 2,84%, que se comparam a 3,09% e 3,48%. Na área do euro, a taxa de juros média aumentou 0,01 ponto percentual em cadeia, para 3,37%, com Portugal apresentando a quinta taxa de juros média mais baixa para novas operações de empréstimos hipotecários, atrás de Malta, Bulgária, Espanha e Finlândia. Já a prestação média mensal do ‘stock’ de empréstimos hipotecários aumentou um euro em relação a janeiro, para 422 euros, registrando altas todos os meses desde agosto. A taxa prefixada teve a maior taxa de juros entre as novas operações (3,72%, mais 0,27 pp em cadeia), seguida pela taxa variável (2,85%, +0,02 pp) e taxa mista (2,71%, -0,02 pp). A Euribor a 12 meses, que foi a mais utilizada por quase dois anos, até abril, representou, em fevereiro, 36,5% do montante das novas operações com taxa variável, enquanto a Euribor a três meses subiu para 9,5%. As operações com Euribor a seis meses representaram mais da metade (50,6%). Em fevereiro, 76% dos novos empréstimos hipotecários foram contratados com taxa mista, 22% com uso de taxa variável e 2% com taxa fixa. Leia Também: Banco da Inglaterra alerta que guerra ameaça estabilidade financeira

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