“Liquidação de Dívida Com FMI Reforça Credibilidade do
advertisemen tA Confederação das Associações Econômicas (CTA) afirmou que a quitação da dívida do País com o Fundo Monetário Internacional (FMI) é um “sinal relevante” da responsabilidade macroeconômica e do fortalecimento da credibilidade internacional, solicitando também atenção às “grandes dívidas internas”. “O setor privado reconhece e valoriza o cumprimento das obrigações financeiras junto ao Fundo Monetário Internacional, por constituir um sinal relevante de responsabilidade macroeconômica e de fortalecimento da credibilidade internacional do País”, adiantou a entidade por meio de um comunicado. A classe empresarial considerou que a liquidação de toda a dívida de Moçambique contribui para a consolidação da confiança dos parceiros externos e criação de condições para o aprofundamento da cooperação econômica e financeira, mas alertou que a estabilidade macroeconômica deve ser acompanhada por medidas internas consistentes, que promovam um crescimento inclusivo e sustentável. “O desafio que se coloca é garantir que esse esforço seja complementado por políticas que estimulem a produção nacional, o investimento privado e a competitividade da economia. Nesse contexto, destaca-se igualmente a necessidade de o Governo conferir atenção às grandes dívidas internas, sinalizando sua progressiva liquidação, como forma de dinamizar a economia doméstica”, disse. O Ministério das Finanças confirmou na quinta-feira, 2 de abril, que realizou uma “amortização integral e antecipada” de 701,4 milhões de dólares junto ao Fundo Monetário Internacional, liquidando financiamentos contraídos no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT). Em comunicado, o governo lembrou que o PRGT do FMI é uma janela que fornece financiamento concessional a países como Moçambique, que enfrentam pressões fiscais e da balança de pagamentos. O Diário Económico esclareceu esta semana que dados recentes do FMI indicam que o saldo de crédito pendente caiu de 514,04 milhões de direitos de saque especiais (SDR), no final de fevereiro, para zero em 27 de março, após reembolsos no mesmo valor e sem novos desembolsos no período. Em termos práticos, o pagamento corresponde a R$ 701,4 milhões. Segundo a nota do governo, os empréstimos reembolsados pelo Estado correspondem ao financiamento desembolsado pelo FMI no âmbito do PRGT para a Facilidade de Crédito Rápido de 2019, para a Facilidade de Crédito Rápido de 2020 e para a Facilidade de Crédito Alargado de 2022, ressaltando que “esses programas haviam todos expirado e não se esperava financiamento adicional”. “O Estado decidiu, portanto, reembolsar as obrigações do País ao FMI. O reembolso antecipado permite preservar o balanço do banco central e sua capacidade de consolidar a estabilidade macroeconômica”, disse.advertisement



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