Mau tempo: PRR vai ter nova revisão “o mais rápido possível”

“(…) Vamos assumir uma revisão do PRR, com base nas consequências derivadas da tempestade”, admitiu o presidente da EMRP, Fernando Alfaiate, numa audição parlamentar na Comissão de Economia e Coesão Territorial. Fernando Alfaiate disse que esta revisão vai ser entregue a Bruxelas “o mais rápido possível”, sem precisar uma data. O presidente da Estrutura de Missão referiu que, desde o primeiro dia, este organismo tem estado em contacto estreito com a Comissão Europeia, de modo a saber o que pode ser feito perante uma situação de calamidade. Neste sentido, foi questionada a possibilidade de ser alterado o prazo máximo para comprovar marcos e metas — 31 de agosto. Contudo, essa alteração não recebeu “luz verde”. “Não há possibilidade de ter mais tempo para comprovar marcos e metas”, vincou. Assim, a EMRP está a trabalhar com Bruxelas e com as restantes entidades responsáveis pela implementação das medidas, de modo a avançar com a nova revisão do PRR. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico. Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar Leia Também: Governo pede às populações em zona de risco que respeitem indicações



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