Ministro nega surto de Shigella e garante segurança em Cabo

Ministro nega surto de Shigella e garante segurança em Cabo

Em entrevista à agência Lusa, o José Luís Sá Nogueira, que está em Lisboa para a 36ª edição da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), reagiu aos relatos de turistas publicados no Reino Unido sobre casos de infeções gastrointestinais entre turistas, assegurando que o sistema sanitário cabo-verdiano está a realizar uma “investigação rigorosa” em toda a cadeia produtiva, desde fornecedores a unidades hoteleiras, “para apurar se há ou não há (um surto). “As informações que temos do nosso sistema de saúde é que não há ainda evidência de que haja surto de Shigella em Cabo Verde”, afirmou o ministro, sublinhando que “o turismo está vivo em Cabo Verde” e que o país possui indicadores de saúde “próximos do nível de países desenvolvidos”, com uma expectativa de vida de 75 anos. Apesar da “imagem negativa” criada pela imprensa internacional, nomeadamente a britânica, o governante assegurou que o impacto nas reservas não é sentido e que o destino continua credível. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, em 2025 houve um aumento de 193 casos de infecções gastrointestinais, e em 1º de fevereiro, matérias publicadas, anunciavam que algumas famílias associavam as mortes de quatro turistas britânicos, entre agosto e outubro de 2025, a essas infecções contraídas no Sal e que pretendiam entrar com uma ação judicial contra a operadora de turismo TUI e a rede hoteleira RIU. “De 2022 a 2025, Cabo Verde vem crescendo, em termos de fluxo de turismo, uma média anual de 16%. Já superamos em mais de 50% os números de 2019 (pré-pandemia)”, revelou. O ministro destacou ainda que o país está trabalhando para diversificar a economia, onde o turismo representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB), apostando na “Economia Azul” (pescas e transbordo de mercadorias) e na transformação do arquipélago em uma plataforma aérea internacional no Atlântico Médio, por meio da modernização dos aeroportos agora sob concessão da Vinci Aeroportos. Na sexta-feira, a Vinci Aeroportos anunciou o início da segunda fase de modernização dos aeroportos de Cabo Verde, no valor de 142 milhões de euros, no âmbito da concessão que recebeu do Governo em 2022. “Somos um país, portanto, que tem uma estabilidade económica e política e financeira que permite, de facto, gerar confiança aos investidores, é por isso que nós temos vários investidores externos a investir em Cabo Verde, não só na área do turismo, mas também em outras áreas”, referiu. estabilidade do transporte entre ilhas, que terá novo impulso em abril com o início da operação da nova companhia CV Sky, do grupo Linhas Aéreas de Cabo Verde. “Para atender à forte demanda, temos que ter pelo menos quatro aviões operando no mercado interno para garantir a estabilidade”, explicou, confirmando que estão em andamento negociações para a aquisição de duas novas aeronaves para reforçar a frota atual. atrás de Reino Unido e Alemanha. do país na BTL, o governante afirmou que “Portugal é um mercado muito atrativo para Cabo Verde”, não só para turistas, mas também para novos investidores O turismo é o motor da economia cabo-verdiana e continua concentrado nos ‘resorts’ do Sal e da Boa Vista, embora existam algumas iniciativas de descentralização para outras ilhas nos últimos anos.

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