Missão do FMI Visita Moçambique em Novembro Para Avaliar

Missão do FMI Visita Moçambique em Novembro Para Avaliar

advertisemen tO Fundo Monetário Internacional (FMI) vai enviar, em Novembro, uma missão para avaliar a implementação do novo programa governamental em Moçambique. O facto foi anunciado nesta segunda-feira (27), pelo Presidente da República, Daniel Chapo, após um encontro em Washington, com o director-geral adjunto da instituição, Bo Li. “A missão pretende inteirar-se da nova visão e programa que está em implementação no País. Na reunião, o nosso parceiro estratégico comprometeu-se em continuar a trabalhar connosco, auxiliando na melhoria da situação macroeconómica e financeira, por forma que possamos fomentar o desenvolvimento”, descreveu o chefe do Estado. Daniel Chapo revelou que o Governo moçambicano solicitou apoio para a execução de reformas relacionadas com a dívida pública, colecta de receitas, boa governação e combate à corrupção. “Queremos alargar a nossa base fiscal, aumentar a transparência e promover boas práticas para melhorar o ambiente de negócios.”advertisement Por sua vez, Bo Li explicou que as partes debateram os desafios e as oportunidades para Moçambique e como o FMI pode apoiar em programas de reformas e de estabilização. “Quero agradecer ao Presidente Daniel Chapo por estar aqui e espero trabalhar com ele e a sua equipa”, concluiu. Em Agosto, o Fundo Monetário Internacional defendeu que o País necessitava de uma “consolidação orçamental” para garantir a sustentabilidade das contas públicas, face à derrapagem fiscal significativa verificada em 2024, influenciada em parte pelas manifestações pós-eleitorais. “As estimativas preliminares sugerem que houve derrapagens fiscais significativas em 2024, que são em parte explicadas pela desaceleração da actividade económica durante o último trimestre”, afirmou Pablo Lopez Murphy, num comunicado do FMI sobre a avaliação realizada nos últimos dias ao acordo de Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês). Murphy avançou que a consolidação orçamental em 2025 é necessária para garantir a sustentabilidade orçamental e da dívida e preservar a estabilidade macroeconómica, acrescentando que “as derrapagens nas despesas da folha de pagamentos continuam a afastar prioridades de despesa importantes, incluindo transferências sociais e infra-estruturas.” Neste sentido, o responsável aconselhou a racionalização dos gastos com a folha de pagamentos e a redução das isenções fiscais. “Os gastos sociais devem ser priorizados e a gestão da dívida pode ser ainda mais reforçada para evitar incumprimentos.” De acordo com as conclusões do FMI, as pressões inflacionistas aumentaram, mas mantêm-se controladas. “Apesar das perturbações na cadeia de abastecimento e dos preços mais elevados dos alimentos relacionados com a agitação social, a inflação manteve-se abaixo do objectivo implícito de 5%.” O FMI apontou igualmente que a actividade económica em Moçambique “contraiu acentuadamente no último trimestre de 2024, reflectindo o impacto da agitação social, no contexto da contestação pós-eleitoral no País, levando à queda de 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB), colocando o crescimento global no ano passado em 1,9%.” “Para 2025, o crescimento deverá recuperar para 3,0% à medida que as condições sociais normalizarem e a actividade económica recuperar, especialmente nos serviços. As discussões relacionadas com as revisões do programa ECF com Moçambique continuarão nas próximas semanas”, concluiu. advertisement

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