Moçambique Recebeu Donativos de Quase 500 M$ De Janeiro a

Moçambique Recebeu Donativos de Quase 500 M$ De Janeiro a

advertisemen tMoçambique recebeu, nos primeiros nove meses do ano, 499,64 milhões de dólares em donativos externos, segundo dados de um relatório de execução do Governo, noticiou a Lusa, nesta quinta-feira, 27 de Novembro. De acordo com os dados do Ministério das Finanças, o País recebeu, no período em análise, 438,2 milhões de dólares, resultantes de seis acordos com o Banco Mundial (BM). Além disso, a outra subvenção foi de 61,44 milhões de dólares, de dois acordos com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Este volume compara com os acordos para donativos fechados até final de Junho, que ascendiam então a 110,8 milhões de dólares, segundo a execução orçamental anterior.advertisement Os mais recentes acordos de donativos, segundo o Governo, foram assinados em Agosto, com o BM, para o projecto Corredores de Transporte para a Resiliência Económica, no valor de 129 milhões de dólares; com o BAD, para a Linha de Transmissão Boane-Namaacha, de 43,3 milhões de dólares; e para o Projecto de Investimento Resiliente para o Empoderamento Socioeconómico (RISE), de 18,14 milhões de milhões de dólares. O Banco Mundial vai avançar com uma parceria de cinco anos com Moçambique, apostando no turismo, energia e qualificação dos jovens, segundo anunciou em 20 de Julho, em Maputo, o presidente da instituição, Ajay Banga, defendendo a urgência de o País estabilizar as contas. “A primeira coisa que Moçambique deve fazer é envidar esforços para estabilizar a sua situação macro-fiscal. Porque, se não o fizer, será muito difícil trazer estabilidade ao povo e atrair o sector privado. Tem uma nação jovem e em crescimento, e esta é a sua vantagem”, afirmou Banga, apontando para a prioridade da “dignidade” no emprego para a população e na formação da juventude: “Não temos 30 anos para fazer isto bem. Porque se os jovens não tiverem esperança, farão coisas que não queremos, incluindo migrar para outros lugares e causar instabilidade.” Banga, que esteve reunido com o Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu a necessidade de “dar uma oportunidade” aos jovens e ao sector privado que cria os empregos. “Penso que há quatro ou cinco coisas que nós, enquanto instituição, podemos fazer com Moçambique: criar um novo quadro de parceria nacional, uma visão a cinco anos, ajudar com energia, com os corredores (três, que ligam os portos ao interior e aos países vizinhos), com a agricultura e as pequenas empresas, com a qualificação e com o turismo”, enumerou, reforçando o apelo para a organização da situação macro-fiscal do País. “Têm sol, gás e energia hidroeléctrica. Têm a capacidade de criar electricidade (…). São um dos maiores fornecedores da rede energética da África Austral. Há uma enorme procura de electricidade nos outros países, nos quais, na maior parte dos casos, existe uma carência. Por isso, a possibilidade de ganhar divisas e, ao mesmo tempo, tornar-se um integrador regional de electricidade é enorme”, enfatizou o presidente do Banco Mundial. Além disso, Ajay Banga destacou a aposta de Moçambique no turismo e o contributo que o Banco Mundial pode dar nesta nova parceria, assumindo que é “um país abençoado” com praias e “boas pessoas”.advertisement

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