“Não é de se descartar”. Católica admite contração econômica

Segundo a síntese da folha trimestral de conjuntura do NECEP divulgada hoje, espera-se uma desaceleração em cadeia de 0,9% para 0,2% no início do ano, devido ao aumento das importações na esteira da alta dos preços dos combustíveis nas últimas semanas, com o impacto do conflito no Oriente Médio. “Não é de descartar a possibilidade de estagnação ou mesmo de contração em cadeia, nomeadamente, por via do comportamento recente do investimento, aferido pelas vendas de cimento, bem como das exportações”, indicam os economistas do Católica-Lisbon Forecasting Lab, ainda que ressalvando que o cenário central é o de ligeiro crescimento. Já para o ano como um todo, a estimativa de crescimento da economia portuguesa foi revisada para baixo de 1,8% para 1,5% “na esteira do impacto esperado do aumento dos preços dos combustíveis, avaliado em 0,3 ponto percentual (pp)”. Nesse cenário, o crescimento em 2027 também é revisado para baixo de 1,6% para 1,5%, enquanto para 2028 a estimativa de 1,9% se mantém. Quanto à inflação, em um momento em que ainda há incerteza sobre a evolução do conflito, o NECEP estima que ela deve acelerar este ano de 2,1% para 2,3%. Leia Também: Lei trabalhista: Seguro assume ser “homem de esperança” e espera diálogo



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