“O Turismo acolhe”: Programa dá alojamento urgente a vítimas

Denominado “O Turismo acolhe”, o programa tem como beneficiários pessoas com residência principal num dos concelhos abrangidos pelo estado de calamidade e cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada por declaração emitida pela respetiva câmara municipal. Dirige-se ainda a trabalhadores de entidades públicas e associações destacados para os trabalhos de reconstrução nos concelhos em causa, desde que as despesas não estejam cobertas pelas respetivas entidades. “Assente na capacidade instalada do setor do turismo e no seu papel enquanto fator de coesão económica e social, o programa mobiliza entidades exploradoras de empreendimentos turísticos e de alojamento local para disponibilizarem unidades de alojamento, em regime temporário e excecional, com apoio financeiro assegurado pelo Turismo de Portugal”, avança a entidade em comunicado. Segundo ressalva, a adesão dos estabelecimentos turísticos é voluntária e constitui condição necessária para a integração das respetivas unidades nesta resposta de emergência. A gestão integral do programa – que vigora até 28 de fevereiro, mas pode ser prorrogado em função da evolução da situação e da avaliação das necessidades – é assegurado pelo Turismo de Portugal, que assume também o pagamento às empresas aderentes que pretenderem aceder ao apoio financeiro, assim como a monitorização da correta implementação da medida. A lista atualizada dos empreendimentos aderentes, bem como toda a informação sobre o programa e o processo de adesão das empresas, encontra-se disponível nos canais oficiais do Turismo de Portugal. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. Leia Também: Com Governo sob pressão, Montenegro responde amanhã na AR sobre mau tempo



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