Oxford Economics Prevê Inflação a Disparar Para 4,8% Este

Oxford Economics Prevê Inflação a Disparar Para 4,8% Este

advertisemen tA consultora britânica Oxford Economics prevê que a inflação em Moçambique possa subir significativamente este ano, para 4,8%, e disparando para 8,4% em 2027, principalmente devido ao reinício dos projectos de gás. “A inflação continuará a moderar-se no primeiro trimestre de 2026, com os preços controlados pela estabilidade cambial e pelas elevadas taxas de juro reais. Mas o reinício dos projectos de gás natural liquefeito (GNL) e algum financiamento monetário do défice orçamental exercerão uma pressão ascendente sobre os preços este ano”, descreveram os analistas citados pela Lusa. No comentário aos números da inflação registados em Dezembro, sem ter em conta a situação actual de inundações e perdas de culturas em Moçambique, o departamento africano desta consultora afirmou ainda que “a moeda sobrevalorizada do País, as reservas cambiais limitadas e a pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI) provavelmente levarão o Governo a desvalorizar gradualmente o metical em 2026”. Isto, prosseguem, fará com que “a inflação média aumente moderadamente para 4,8% em 2026, acelerando ainda mais para uma média de 8,4% em 2027, à medida que os efeitos da desvalorização da moeda se tornarem mais pronunciados”. A inflação em Moçambique fixou-se em 3,23% no ano de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), valor que representa menos de metade da estimativa oficial do Governo, que previa uma taxa em torno de 7%. O resultado confirma uma trajectória de desaceleração iniciada em 2023 e consolidada em 2024, ano em que a inflação acumulada foi de 4,15%, depois dos 5,3% registados em 2023 e do pico de quase 13% atingido em Julho de 2022. O Índice de Preços no Consumidor (IPC), referente ao mês de Dezembro de 2025, indicou um aumento mensal de 0,49% em relação a Novembro, com o sector da alimentação e bebidas não alcoólicas a contribuir com 0,43 pontos percentuais para esta variação. Apesar da tendência global de subida de preços, o País registou oito períodos mensais de deflação num intervalo inferior a 18 meses, quatro dos quais consecutivos entre Abril e Julho de 2024, antes de retomar a trajectória de crescimento a partir de Agosto. O Governo mantém, para 2026, uma previsão de inflação semelhante à do ano anterior, situada igualmente em torno dos 7%.advertisement

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