Pombal com 3.000 clientes sem comunicações, 2 meses após

Mau tempo: Rede fixa da NOS normalizada a 100% nas próximas

“Na semana passada, as operadoras diziam que tínhamos, só no município de Pombal, 3 mil clientes sem comunicações, tanto domicílios quanto domicílios”, disse Pedro Pimpão. O também vice-presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria falava nesta tarde, em Pombal, num debate regional sobre o programa PTRR — Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, organizado por aquela entidade intermunicipal. Segundo Pedro Pimpão, uma das preocupações dos municípios que se mantém é a falta de comunicações, situação que se verifica em “parte significativa” do município e da região, com pessoas sem Internet e televisão. Além de “um problema para as famílias”, a falta de comunicações também tem impacto nas empresas, ressaltou. “Hoje ainda temos, pelo menos do ‘feedback’ que temos, muitas empresas que não conseguem funcionar em sua capacidade máxima, justamente por não terem as comunicações em ordem ou 100%”, indicou. Pedro Pimpão apontou como outra preocupação a limpeza dos caminhos florestais, exemplificando com o caso de Pombal, que na semana passada contabilizava 2.400 quilômetros por limpar, o que significa “ir daqui a Berlim”, a capital alemã. O prefeito também voltou a falar da necessidade de financiamento, já que, ao longo dos últimos dois meses, foi investido dinheiro do município, que precisou ser realocado “para atender a uma emergência”. “Faz-nos falta esse dinheiro, primeiro para recuperarmos aquilo tudo que já foi gasto na recuperação do território e também para começarmos a fazer coisas novas. Essa é a componente que temos alguma expectativa que o PTRR possa ajudar”, adiantou. O debate desta tarde contou ainda com a presença do prefeito de Castanheira de Pera, António Henriques, do presidente da Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria (Acilis), Lino Ferreira, do presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Carlos Rabadão, e dos deputados da Assembleia da República Ricardo Carvalho (PSD), Catarina Louro (PS) e Luís Paulo Fernandes (Chega), a que se juntou também o líder da Estrutura de Missão Recuperação Região Centro, Paulo Fernandes. Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também deixaram várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais da metade das mortes foram registradas em trabalhos de recuperação. Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas Leia Também: Clientes de luz e gás: Medidas extraordinárias em vigor até 30 de abril

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