PR Aponta “Medo e Insegurança” Como Inimigos da Liberdade

PR Aponta “Medo e Insegurança” Como Inimigos da Liberdade

advertisemen tO Presidente da República, Daniel Chapo, exigiu nesta quinta-feira, 5 de Fevereiro, o esclarecimento do atentado realizado contra um jornalista do canal privado STV, correspondente da província de Manica, apontando o medo e a insegurança como inimigos da liberdade. “Condenamos, em termos firmes e veementes, o atentado contra o jornalista Carlitos Cadangue, ocorrido na quarta-feira, 4 de Fevereiro, à noite, em Chimoio, com a sua viatura a ser alvejada por vários disparos de arma de fogo. Às autoridades competentes, apelamos ao esclarecimento deste acto, devendo os seus perpetradores serem levados à Justiça”, avançou em comunicado divulgado pela Lusa. Segundo o chefe do Estado, Moçambique é um país onde a liberdade de imprensa deve prevalecer, prometendo assim continuar a lutar “firmemente” contra o crime organizado, que, assegura, não ter como triunfar. “O medo e a insegurança são inimigos da liberdade, da democracia e do desenvolvimento”, concluiu. Por sua vez, o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, Mouzinho Manasse, afirmou que as autoridades já avançaram com os procedimentos legais, tendo o caso sido encaminhado para o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). “A polícia já instaurou um processo-crime contra indivíduos desconhecidos e submeteu ao SERNIC para posteriores investigações” avançou, acrescentando que as autoridades não ignoram a informação de que os homens que dispararam contra o jornalista estariam trajados com fardamento semelhante ao da corporação. Carlitos Cadangue, jornalista do canal privado STV e que foi vítima de atentado na quarta-feira Já o Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ) também exigiu uma investigação célere, independente e transparente ao atentado contra o profissional, ameaçando, entretanto, não cobrir alguns eventos oficiais caso não haja uma resposta clara. Nelson Benjamin, representante do SNJ, argumentou que o atentado ocorre numa altura em que o jornalista tem divulgado reportagens sobre a actividade de mineração ilegal, envolvendo alegadamente pessoas influentes daquela província. “Se não ocorrer uma investigação responsável, transparente, nós, enquanto SNJ, em coordenação com os órgãos de comunicação social, ponderamos até a não cobertura de certos eventos do Governo para que haja resposta clara e eficiente, porque não se pode tolerar cenários de agir-se acima da lei”, afirmou o representante. O canal privado moçambicano STV considerou tratar-se de uma tentativa de intimidar a comunicação social, exigindo a realização de uma investigação célere. Em entrevista, Cadangue relatou que, quando conduzia a caminho de casa, dois indivíduos interceptaram-no numa viatura e a seguir dispararam contra a parte traseira do automóvel.advertisement

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