PR Classifica Terrorismo e Desastres Naturais Como “Piores
a d v e r t i s e m e n tO Presidente da República, Daniel Chapo, classificou o terrorismo e os desastres naturais como os “piores males da nação”, exortando a reafirmação do patriotismo como condição para vencer os desafios impostos. Esta intervenção foi feita nesta terça-feira, 3 de Fevereiro, em Maputo, durante as celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos.
“Entre os maiores desafios do momento, continuam a constituir a nossa grande preocupação o fim do terrorismo em alguns distritos da província de Cabo Delgado. As Forças de Defesa e Segurança (FDS), com o apoio das forças do Ruanda e da Tanzânia, e com a participação activa da força local, continuam determinadas em combater este mal, de modo a permitir o regresso das populações às suas zonas de origem e a retoma dos projectos de gás na bacia do Rovuma”, afirmou.
Segundo o chefe do Estado, a melhoria da situação de segurança na região Norte tem também incentivado a implementação de outros projectos de desenvolvimento local, como a Fábrica de Processamento de Pescado em Mocímboa da Praia, infra-estrutura inaugurada no dia 29 de Janeiro, assim como a instalação em Niassa da primeira fábrica de processamento de grafite.
“Continuaremos a levar a cabo acções de reconstrução das infra-estruturas destruídas, de forma a garantirmos o normal funcionamento das instituições públicas e privadas, incluindo a reposição de serviços básicos como energia, água, saúde e vias de acesso, para criar melhores condições de vida para o povo moçambicano”, descreveu.
No seu discurso, Chapo enfatizou ainda que os desastres naturais continuam a ser outro desafio para o País, sobretudo nesta época chuvosa e ciclónica, recordando que, devido à sua localização geográfica, Moçambique sofre ciclicamente os efeitos das mudanças climáticas, através da ocorrência de eventos extremos como ventos fortes, chuvas, ciclones e tempestades, que têm como consequência cheias e inundações.
“Este ano, celebramos o Dia dos Heróis Moçambicanos num contexto bastante adverso, em que milhares de famílias ainda choram a morte dos seus entes queridos e a destruição de infra-estruturas públicas e privadas, em decorrência das cheias de grandes proporções que se abateram, principalmente, sobre as regiões Sul e Centro do País”, elucidou.
De acordo com o dirigente, “este é o momento dos moçambicanos usarem a inspiração dos heróis nacionais para reconstruir o que foi danificado pelos desastres naturais e pelo terrorismo. Exortamos todos para a reafirmação dos valores patrióticos, como base para, juntos, vencermos os desafios enfrentados pelo nosso país.”
Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado – província rica em recursos naturais, nomeadamente gás – tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos.
Em Abril de 2024, os ataques alastraram também à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreu na Reserva do Niassa e no Centro Ambiental de Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Estes actos resultaram na morte de, pelo menos, duas pessoas, e levaram à deslocação de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças.
Por outro lado, dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 844 mil pessoas em todo o País, com registo de 153 mortos e 254 feridos. Face à gravidade da situação, o Governo declarou o alerta vermelho nacional no dia 16 de Janeiro, sendo que actualmente, estão activos 77 centros de acomodação, acolhendo 76 251 pessoas deslocadas.
Desde 7 de Janeiro, foram ainda danificadas 229 unidades sanitárias, 316 escolas e cinco pontes. No sector agrícola, as cheias afectaram 440 842 hectares de cultivo, dos quais 275 405 foram dados como perdidos, atingindo 314 780 agricultores. Estima-se também a morte de 408 115 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
União Europeia, Estados Unidos da América, Angola, Portugal, Noruega, Japão e África do Sul já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.a d v e r t i s e m e n t



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