“Moçambique Precisa do Apoio da Comunidade de Sant’Egídio
advertisemen tO Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou nesta quarta-feira, 10 de Dezembro, que o País continua a precisar do apoio da comunidade internacional, incluindo da Comunidade de Sant’Egídio — congregação que acolheu, em 1992, as negociações que culminaram no acordo de paz que pôs termo à guerra civil em Moçambique, para garantir estabilidade e “verdadeira paz”. Falando, em Roma, Itália, no âmbito da visita de trabalho de três dias que realiza àquele país, Chapo salientou que a assistência prestada pela Comunidade Sant’Egídio tem influenciado a estabilidade económica, social e política, bem como a manutenção da reconciliação, comunhão e fraternidade entre “irmãos moçambicanos.” De acordo com uma publicação da Lusa, no primeiro dia da visita a Roma, o chefe do Estado visitou o local onde decorreram as negociações que deram lugar à assinatura dos acordos de Roma, marcando o fim da guerra civil em Moçambique, que decorreu entre 1977-92, entre o exército governamental e a Resistência Nacional moçambicana (Renamo). “Continuamos a registar desafios no que concerne à consolidação da paz, não obstante os esforços que o Governo tem realizado para assegurar a estabilidade social. A presente visita abre uma nova página na cooperação, que vai permitir escrever uma grande história”, referiu. Em Julho, após uma audiência em Maputo com Daniel Chapo, o fundador da Comunidade de Sant’Egídio, Andrea Riccardi, enfatizou a disponibilidade da instituição em continuar a apoiar iniciativas sociais em Moçambique, destacando a assistência à população carenciada, a promoção da saúde, a inclusão dos idosos e o acesso à educação. “Com o Presidente da República, discutimos questões relativas ao futuro do País, em particular os problemas do futuro dos jovens e da escolaridade e do trabalho, porque, como todos sabem, Moçambique é uma nação nova, e há um grande ponto de interrogação sobre o futuro dos mais novos”, declarou. Segundo Riccardi, há muitos pedidos no sentido de acomodar o futuro dos jovens, e Moçambique não é excepção, reconhecendo, ainda assim, as transformações sociais e políticas no País. “Estas transformações têm de se tornar também sociais e espirituais”, afirmou o responsável, acrescentando que, “apesar das dificuldades, há 50 anos de crescimento nos quais as instituições se consolidaram e a economia se desenvolveu. Resta o grande problema de uma distribuição mais equitativa dos recursos.” A Comunidade de Sant’Egídio está presente em Moçambique há mais de quatro décadas, com iniciativas em diversas províncias, destacando-se os programas “Bravo!”, de registo civil gratuito, do combate ao VIH/SIDA, de apoio às populações deslocadas e da promoção da dignidade humana.advertisement



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